Depois do goleiro Aranha ser vítima de atos racistas feitos pela torcida do Grêmio em Porto Alegre, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o Santos se manifestou na tarde desta sexta-feira prometendo paz no jogo da volta, na próxima quarta-feira, em uma tentativa de organizar um ato solidário junto aos jogadores do Tricolor gaúcho.
O presidente do Alvinegro, Odílio Rodrigues, reforçou o que o advogado do clube disse anteriormente e disse que esperava punições da Justiça aos torcedores que fizeram as ofensas racistas, e não ao Grêmio diretamente.
- É preciso acabar com isso. Acredito que só acabará através de medidas legais punindo o agressor. A punição da instituição não atinge quem deve ser atingido. O Grêmio é um clube grandioso; com certeza a diretoria do Grêmio não compactua com isso nem a grande maioria da torcida do Grêmio. Acho que a gente tem que começar a punir os que praticam a violência. A punição é pessoal e intransferível. A pessoa tem que sofrer o rigor da lei. Não vamos resolver enquanto a gente não atingir o agressor, enquanto ele não for proibido de entrar no estádio, não tiver que ir à delegacia prestar depoimento - afirmou Odílio.
O posicionamento do Alvinegro acrescenta que Aranha fez o boletim de ocorrência na manhã desta sexta-feira, em uma delegacia de Porto Alegre. No entanto, a vontade do presidente não deve ser feita, pois o clube gaúcho será denunciado no STJD e pode perder de um à dez mandos de campo e ser condenado a uma multa de R$ 100 até R$ 100 mil.