O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, disse nesta sexta-feira durante evento que a Medida Provisória (MP) de refinanciamento das dívidas dos clubes, que foi assinada pela presidente Dilma Rousseff, é uma ideia salutar, mas que não se aplica ao time do Morumbi. Segundo o dirigente, o clube já tem uma administração correta e por isso, não apresenta dívidas que poderiam render multas, como prevê a MP.
"A MP não se aplica ao São Paulo porque não temos dívida fiscal e tributária alguma. Já fazemos isso naturalmente, sem que houvesse MP. Mas para os clubes grandes devedores da previdência, sem dúvida é um respiro importante", disse Aidar em entrevista à Rádio Estadão.
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No texto sancionado pela presidente, as principais normas estabelecem que os clubes poderão parcelar as dívidas com a União em até 240 meses e terão que adotar medidas de fair-play financeiro.
Entre essas novas posturas, os times deverão pagar em dia todas as obrigações tributárias, previdenciárias e gastar no máximo 70% da receita bruta anual com a folha de pagamentos do futebol profissional, além de adotar programa de redução de déficits, até zerá-los completamente em 2021. "A MP foi um passo importante em termos de responsabilização do dirigente esportivo. Aqueles clubes que não têm a responsabilidade de gerir o equilíbrio de suas receitas e despesas, terão que fazê-lo a partir de agora", comentou Aidar.
O presidente do São Paulo criticou ainda um dos tópicos da MP que trata do estatutos dos clubes. Pelo texto, fica limitado o mandato dos dirigentes em quatro anos, com apenas uma reeleição. "É uma intervenção do Estado na iniciativa privada, mas cá entre nós, é salutar. O São Paulo já faz isso e permite apenas uma reeleição", disse o presidente.