Cerca de três meses depois de Ronaldinho rescindir contrato com o Atlético-MG, o técnico Levir Culpi voltou a falar sobre a convivência entre os dois na Cidade do Galo. Em entrevista ao "Estado de Minas", o treinador fez duras críticas à conduta do jogador:
- Eu o peguei num período pós-Libertadores. Foi em outra situação. É uma pena que ele não quer pagar o preço de ser um atleta profissional, até porque ele já fez tudo. Mas não o condeno por nada. A passagem dele foi marcante e deve ser guardada com bons olhos.
Levir também falou sobre o momento do fim do ciclo do atleta no clube:
- É claro que fui um dos responsáveis pela saída do Ronaldinho, mas posso falar que grandes estrelas, como o Kaká, por exemplo, ajudam muito. Depende do profissionalismo. Cada um é cada um. O atleta não precisa ser estrela, mas ele tem de se comportar bem.
O treinador também deu um "puxão de orelhas" no centroavante Jô, que vem convivendo com jejum de gols e problemas disciplinares nos últimos meses pelo Atlético-MG. Porém, deu um voto de confiança ao atleta, que ainda terá uma conversa com Alexandre Kalil para saber seu destino no clube:
- Jô é diferente do Ronaldo (Ronaldinho), tem 27 anos e tem sobrevida muito legal, podendo jogar mais dez anos. O pai dele tem razão. Ele precisa entender o que ele quer da vida para tomar decisão de voltar a jogar.
O técnico foi reticente sobre a possibilidade de seguir no comando do Atlético-MG por mais uma temporada caso o Galo siga em boa fase. Em entrevista à Rádio Guaíba, Levir Culpi acenou com a possibilidade de se aposentar em 2015:
- Posso continuar no clube, mas dependeria de uma série de questões. O que pode me levar a permanecer é a estrutura do clube, o projeto e a adrenalina do jogo. O Atlético-MG é o lugar certo para quem gosta de emoção. Mas o que desanima são os campeonatos mal organizados e a falta de projeto.