Na manhã desta quinta-feira, Tinga se pronunciou pela primeira vez após fraturar a tíbia e a fíbula da perna direita, fato que ocorreu na semana passada, durante um treinamento do Cruzeiro. A ideia de se aposentar é trabalhada pelo volante, de 36 anos, que não descarta retornar aos gramados mesmo depois da lesão mais grave de sua carreira.
O meio-campista deve reunir condições de atuar somente a partir do próximo ano, conforme revelado pelo departamento médico da Raposa, e o seu contrato se encerra em maio. Ele, no entanto, reforça o desejo de seguir jogando em alto nível.
– Quero continuar jogando, vou jogar enquanto tiver condições físicas. Tive a possibilidade de jogar até hoje. A gente é ser humano, sempre cria objetivos, novas metas e quero continuar como um jogador de ponta, disputar competições importantes, uma vaga na equipe – declarou.
Ele conta o que sentiu no momento em que se chocou com Rafael, o goleiro reserva, e garante não guardar ressentimentos.
– O lance foi muito rápido, lembro que o Dagoberto jogou a bola em mim e quando me virei já teve o choque. Mas foi muito normal, a bola era mais para o goleiro do que para mim e aconteceu o contato normal, nada violento. Já pelo barulho, foi um barulho forte, parecendo madeira quebrando, ali eu já sabia. Fui levantar a perna e o pé ficou, desceu. Aí já senti que tinha quebrado – disse o jogador, que ainda completou:
– O Rafa é um menino de ouro, sentiu muito, mas falei que não tinha nada a ver, culpa nenhuma. Mas essas situações vão fortalecendo as amizades, o carinho. Embora queira seguir ‘como um jogador de ponta’, Tinga admite que reavaliou a carreira desde que se lesionou e, inclusive, cogitou interromper a vitoriosa carreira após o problema clínico.
– Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça, primeiro porque nunca tive uma lesão grave. Quando fala em fratura e olha como é, osso para o outro lado. Meu desespero foi esse, achar que tinha acabado, não era o fim que tinha planejado.