O Londrina se reabilitou da sequência de três partidas sem vitória no Brasileiro da Série C ao bater o Tupi por 1 a 0 na noite de sábado (18) no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG). O gol da vitória foi marcado por Quirino, aos 28 minutos do primeiro tempo.
O resultado fez o alviceleste colar novamente nos líderes da Série C, dividindo a liderança com Brasil e Tupi com 15 pontos, porém com saldo menor de gols. "A cobrança interna era muito grande, uma derrota aqui deixava a gente a seis pontos do Tupi. A pressão vai continuar até o final, e isso fez com que a gente acreditasse. Hoje foi uma noite de entrega", avaliou o volante Germano, um dos destaques do time na partida.
A vitória precede o reencontro com a torcida no estádio do Café, marcado para o próximo domingo (26), às 11h no estádio do Café, na última rodada do primeiro turno.
O JOGO
Os minutos iniciais davam indício de uma péssima partida em Juiz de Fora. Sem criatividade de dois lados, a partida era dominada por inúmeras faltas e erros de passe. Escalado com três volantes (Germano, Ítalo e Bidia), o Londrina dependia apenas de Rafael Gava para a criação de jogadas.
O novo camisa 10 do Tubarão demorou, mas fez o que se esperava dele e foi decisivo aos 28 minutos da primeira etapa. Após receber passe de Maicon, ele arrancou em velocidade pela direita e cruzou para Quirino empurrar com tranquilidade para as redes. Os jogadores do Tupi reclamaram posição de impedimento do meia do Londrina, mas a condição era legal.
O gol "virou a chave" do alviceleste e parece ter tirado um peso das costas dos jogadores, que passaram a manter a posse de bola e tocar com maior eficiência. Do outro lado, o Tupi sentiu o golpe.
Apostando também nos contra-ataques, o Londrina teve chances de ampliar ainda na primeira etapa com Neilson e Maicon. Apesar do domínio, o time tomou um susto grande aos 38. Dirceu furou na entrada da área e a bola sobrou para Gabriel Davis, que acabou se enrolando com a bola e não conseguiu finalizar cara a cara com Vitor.
Na volta para o segundo tempo, o Tupi veio para o tudo ou nada e quase empatou no primeiro minuto. Após bola desviada de cabeça, Felipe Augusto dominou na entrada da área e mandou uma bomba, para grande defesa do camisa 1 do Tubarão. Na cobrança do escanteio, o zagueiro Leandro Euzébio subiu bem de cabeça e mandou à direita do gol de Vitor.
O sufoco durou cinco minutos, até o Londrina desperdiçar grande chance de ampliar o marcador. Em contra-ataque rápido, Neilson desceu pela esquerda e bateu cruzado. Bidia, sozinho dentro da pequena área, conseguiu bater por cima do gol.
Aos 10, outra grande chance. Após bate e rebate na área, a bola sobrou para Neilson. O centroavante bateu para o gol, mas Osmar salvou em cima da linha.
Lento em campo, o Tupi não conseguia ameaçar o Londrina. O técnico Leston Junior fez três alterações, apostou nos atacantes Carlos Renato e Marcos Goiano, que pouco fizeram.
Mesmo com o time da casa correndo atrás da vitória, coube ao goleiro Glaysson fazer a defesa mais difícil do jogo. Aos 29, Silvio bateu de primeira de dentro da área, e parou em grande intervenção do camisa 1.
Nos minutos finais, o Tupi partiu para o abafa e apostou no 'chuveirinho' para tentar o empate. Mesmo com a pressão, a defesa do Londrina se portou bem e não deu chances do adversário. O elenco parece ter aprendido a lição depois do apagão em Pelotas, quando o time vencia por 1 a 0 até os 40 do segundo tempo e acabou derrotado por 3 a 1.
Demonstrando muita garra, até os atacantes ajudaram a marcar nos minutos finais, garantindo a importante vitória do alviceleste.
"Sabíamos do posicionamento do Tupi. Fomos muito eficientes na hora de marcar. Quando recuperavamos a bola, tinha uma avenida do lado direito. Conseguimos o gol daquele lado, depois inúmeros contra-ataques da mesma forma. Faltou precisão no passe final, ter mais calma, mas acho que a equipe fez muito bem o que foi proposto. Na minha opinião ficou até barato, o goleiro fez duas defesas incríveis que poderiam resultar em gol", analisou o técnico Claudio Tencati em entrevista à rádio Paiquerê após o fim da partida.