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Vítor comenta decisão de ser adventista e revela futuro no Londrina

Redação Bonde
19 jan 2016 às 14:51

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Anderson Coelho/Equipe Folha

O goleiro Vítor inicialmente marcou uma entrevista coletiva para quarta-feira (20) para falar sobre seu futuro no Londrina Esporte Clube após se tornar adventista neste ano e, por conta da religião, não praticar nenhuma atividade desde o pôr do sol da sexta-feira ao pôr do sol do sábado. Entretanto, o camisa 1 alviceleste se antecipou e falou com o jornal 'Lance!' nesta terça-feira (19), e afirmou que disputará o Campeonato Paranaense enquanto revezará a vaga com Marcelo Rangel na Série B do Brasileiro.

Na ocasião, o jogador afirmou que pretende continuar no Londrina e que o gestor Sérgio Malucelli e o técnico Cláudio Tencati aceitaram a sua decisão. "O treinador foi bem solícito, disse que iria fazer o possível para me utilizar, que faria revezamento. Por ser Série B, com jogos de sexta e sábado, complica. O Estadual não terá interferência. Acredito que não mudará nada no rendimento. Na sexta, o treinador tem costume de fazer rachão. A parte física e técnica não perde nada. O presidente prometeu que renovará comigo até dezembro. Sei que terá consequência, como a perda da titularidade. Me coloquei disposto aos jogos que eu puder, trabalhar no domingo de forma dobrada", revelou.

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O goleiro ainda comentou o fato de abandonar o futebol por causa de clubes que não aceitem as implicações de sua religião. "Não tenho nada em mente. Estou me jogando, literalmente, no braço de Deus. Tenho algumas ideias, montar algum negócio. A maioria dos jogadores não se forma, não dá tempo de estudar. O futebol te absorve. Minha esposa é administradora, formada. Pensamos em algo na área de calçados. A princípio, a ideia é continuar jogando. Claro que não foi fácil (tomar a decisão). Vai de encontro a um sistema. Você é escravo da bola, treina todo dia, tem que viajar. Você é escravo", destacou.


O jogador também confirmou que perdeu a chance de disputar a Série A do Campeonato Brasileiro neste ano por conta de sua religião. "Tive proposta da Chapecoense. Coloquei como condição da ida a guarda do sábado. Acreditei que seria mais fácil lá ser aceito, por ser um clube da Série A, que não joga tanto de sábado. Não me aceitaram. O salário era quase duas vezes maior do que ganho no Londrina. Eu preferi rechaçar a proposta, porque ia de encontro a minha crença", ratificou.


Ao Lance!, o jogador afirmou que tem família católica e estudou em 'escola de freira' durante toda a infância. No entanto, há dez anos, o goleiro casou-se com Gabriela, de família adventista e após as boas atuações na Série D e C, o jogador decidiu se converter.


"Não foi uma escolha rápida de guardar o sábado. Antes, eu não entendia e não aceitava o porquê de guardá-lo. Já são dez anos de processo. São quatro ou cinco anos me incomodando com a verdade, não podendo exercê-la pela dificuldade de continuar jogando futebol e guardando o sábado. Como tive dois anos fantásticos, não poderia negar todo destaque que tive. Se isso implicar na perda do meu emprego, porque virei melhor pai, amigo, irmão, eu prefiro ficar com Deus. Eu prefiro abrir mão do meu emprego, trabalhar de outra forma. Com certeza não é só futebol", disse o goleiro.


No último sábado (16), enquanto o elenco do Londrina treinava, Vítor permaneceu com a família. "Foi legal demais. Todos os sábados, ficava na concentração, lendo a Bíblia, o dia todo no quarto. Esse agora, fui passar com a minha família. Foi muito especial. Fui à igreja, almocei na casa de amigos, ficamos falando coisas boas. Sábado é para isso", finalizou.

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Vítor tem contrato com o Londrina até maio deste ano. (Com informações do jornal 'Lance!').


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