O Atlético ainda não pode utilizar o atacante Warley no Campeonato Brasileiro da Série A. Somente na próxima semana a Udinese irá dar o parecer sobre a liberação do atleta ou não. A indecisão ocorre porque o time italiano entrou na Justiça Desportiva e espera uma decisão sobre a redução da pena de um ano a ser anunciada na próxima segunda-feira pelo presidente da Comissão Disciplinar, Sérgio Artico.
O atacante, que se recupera de uma cirurgia no ombro, está agoniado com a morosidade das negociações. "Já manifestei minha vontade de ficar no rubro-negro e jogar na Arena. Mas não quero criar expectativas. A diretoria da Udinese já manifestou o desejo de me ter no Campeonato Italiano. Enquanto a decisão não chega fico louco de vontade de jogar".
A diretoria atleticana trabalha para viabilizar o negócio, já que tem tem 25% do passe do atleta. O superintendente de futebol, Alberto Maculan, disse que o jogador só é do Atlético após chegar o atestado de liberação. Dos outros 75%, 50% são da equipe italiana e 25% do empresário Juan Figger. Mas como Warley tem contrato até o final da temporada do Italiano de 2004, a Udinese precisa assinar o atestado de liberação. Até a segunda-feira, dia 4, o jogador pode ser inscrito.
O problema de Warley começou no ano passado quando a Udinese foi jogar uma partida pela Copa da Uefa, na Polônia. O atacante e o lateral direito Alberto foram flagrados utilizando um passaporte português falso. O caso teve efeito cascata e atingiu outros jogadores latinos-americanos e africanos. Warley foi suspenso por um ano e não pode atuar no futebol italiano, mas pode atuar em outros países. O atacante Alex Mineiro fez exercícios físicos e pode voltar em algumas dias aos trabalhos com bola.