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Jogos Paralímpicos

Brasileira supera previsão de morte e nada em Londres

Agência Estado
06 set 2012 às 13:27
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Existem atletas que desafiam o tempo, os limites e os prognósticos negativos e se tornam vencedores ao conquistar uma medalha na Paralimpíada de Londres. Outros porém também podem ser considerados vitoriosos mesmo voltando para casa sem medalhas. É o caso de Suzana Schanarndorf, que para participar os Jogos desafiou a morte.

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Em 2007 a então triatleta teve um choque ao descobrir ser portadora de uma forma rara de Mal de Parkinson que provoca gradativamente a paralisia dos músculos. Na ocasião, tinha acabado de dar à luz uma menina, seu terceiro filho, e os médicos lhe deram uma previsão de três anos de vida. A carreira esportiva teria de ser encerrada mas, desafiando as previsões, Suzana não só ultrapassou a expectativa de vida como disputou cinco provas da natação da Paralimpíada.

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Não que a vida da nadadora atualmente seja fácil. Em Londres ,Suzana passou por nova avaliação funcional e mudou da classe S8 para S7. "Minha doença piorou muito no último ano. Eu tenho mais dificuldade para nadar agora. Se nadasse na S8 não teria a menor chance mas agora estou na classe certa para mim", contou. Segundo a atleta, a temporada foi de muita luta porque, de repente, passou a não ter certos movimentos dos braços que tinha anteriormente, o que afetou diretamente o nado. Teve de trocar várias provas estilo livre pelas de peito e medley - de movimentos mais simétricos - porque a coordenação motora ficou muito prejudicada..


A participação na Paralimpíada, segundo ela, é a realização de um sonho. "Quando competia no triatlo, o esporte ainda não era olímpico e quando passou a fazer parte do programa dos Jogos eu tive meus filhos", explicou. "Tive uma reviravolta na minha vida, mas tudo tem um motivo. Deus me deu a chance de realizar meu sonho."

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Suzana conta que com a piora de seu estado de saúde chegou a ter dúvidas de sua presença em Londres. "Mas quando eu cheguei à piscina, que tantas vezes vi em vídeos e fotos , foi uma emoção. Chorei e pensei. ''Cara, estou aqui'' e tenho certeza de que todo o sacrifício valeu a pena", relatou. "Quando vi a bandeira do Brasil subindo na cerimônia na Vila fiquei super emocionada", disse. "Se ganhar uma medalha aqui serei a pessoa mais feliz deste mundo. Poder levar a medalha para meus filhos (de 14, 10 e 7 anos) no Brasil, que estão me esperando seria demais."


A continuidade da carreira esportiva, segundo Suzana, teve o apoio dos filhos. "Outro dia recebi uma surpresa da psicóloga que gravou um vídeo com meus filhos falando que tem orgulho de mim. Não existe coisa melhor do que isso." Suzana conta que seus filhos praticam esportes, especialmente o triatlo, e a torcida é para que algum tenha vontade de seguir seus passos no futuro. O desafio da brasileira não termina em Londres. "Acho que a experiência aqui será muito útil para o Mundial, no ano que vem", projetou.

Nesta quinta-feira, Suzana encerrou sua participação na Paralimpíada ao nadar e ser eliminada nas eliminatórias dos 400 metros livre. Seu melhor resultado em Londres foi a quarta colocação nos 100 metros peito. A brasileira também disputou a final dos 200 metros medley e terminou em quinto lugar.


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