14/05/21
PUBLICIDADE
Entenda!

Brasil tem favoritos e problemas para os Jogos Olímpicos

Divulgação
Divulgação

Faltam cem dias para que a pira da 32ª edição dos Jogos Olímpicos seja acesa em Tóquio, após o inédito adiamento do evento no ano passado em razão da pandemia.

O Brasil tem, até agora, 200 vagas garantidas para as competições, a mais recente nos 50 m livre da natação, conquistada por Bruno Fratus no último sábado (10). Ele completou uma prova nos EUA em 21s80 e, se nenhum outro brasileiro superar a marca na seletiva nacional, na próxima semana, confirmará sua vaga.


O país também já tem garantidas três equipes masculinas de revezamento nas piscinas e a nadadora de águas abertas Ana Marcela Cunha. Ela e Fratus devem brigar por medalha. Na Rio-2016, o bronze de Poliana Okimoto na maratona aquática foi o único pódio de nadadores brasileiros.

No judô, também há indefinições. O Brasil teve resultados fracos nos principais torneios recentes. Rafaela Silva, medalhista de ouro no Rio, está suspensa por doping.

A principal esperança de medalha na modalidade é Mayra Aguiar (duas vezes medalhista olímpica, bicampeã mundial e 10ª colocada do ranking até 78 kg), que, no entanto, não compete desde 2020, quando sofreu uma lesão no joelho. Ela e Rafael Silva, o Baby (10º na categoria mais de 100 kg), foram bronze no Rio.

Para Tóquio, se classificam os 18 melhores no ranking do dia 28 de junho. No momento, o país tem 14 atletas (número máximo) nessa condição.

Nos estreantes surfe e skate, o Brasil também deve ter o máximo possível de atletas, respectivamente 4 e 12 vagas (as do skate ainda precisam ser confirmadas).

Pamela Rosa talvez seja a maior favorita para o ouro entre todos os atletas brasileiros, pelo seu domínio no skate street nos últimos anos. O Brasil detém a hegemonia da categoria e, com Rayssa Leal e Letícia Bufoni, pode até pensar em dominar o pódio. Pedro Barros, no park masculino, deve brigar por medalha. Como as competições internacionais estão paradas desde 2020, é provável que novos nomes surjam no retorno.

Do mar vem mais dois favoritos, Italo Ferreira e Gabriel Medina, os dois últimos campeões mundiais de surfe, respectivamente líder e vice-líder da atual temporada.

Se na Rio-2016 o Brasil foi ouro no boxe com Robson Conceição, desta vez é Beatriz Ferreira, atual campeã mundial até 60 kg e estreante em Jogos, que deve, literalmente, lutar por um ouro.

Na vela, o sobrenome Grael é quase um sinônimo do esporte no Brasil. Junto com Kahena Kunze na classe 49er FX, a velejadora Martine Grael tentará repetir o feito do pai, Torben, bicampeão olímpico –com o diferencial de poder fazer isso de forma consecutiva, após o ouro na Rio-2016. Ela é também sobrinha de Lars, duas vezes bronze.

A preparação para o Japão em meio à pandemia tem sido ainda mais complexa, com a logística necessária para transportar um barco de 130 quilos. "A dificuldade de transitar entre diferentes países têm deixado a nossa preparação mais limitada a um lugar, logo a uma condição de mar e vento. Normalmente estamos procurando novos locais para treinar essa adaptação", diz Martine.

Outro que tentará repetir o brilho de cinco anos atrás é Isaquias Queiroz, dono de três medalhas na Rio-2016. Ele foi campeão mundial em 2019, na categoria C1 1.000 m, e medalhista de bronze na C2 1.000 m, junto com Erlon Souza.

O Brasil teve duas pratas e um bronze na ginástica artística em 2016. Para a próxima Olimpíada, o campeão olímpico de Londres-2012 e prata no Rio, Arthur Zanetti, tentará ser o primeiro na história a ter três medalhas nas argolas.

A preparação, no entanto, não tem sido ideal. Zanetti já enfrentou turbulências no clube onde treina, em São Caetano. Além disso, os ginastas brasileiros estão há meses sem competições oficiais.

O Brasil tem até agora cinco atletas garantidos: quatro da equipe masculina, que deve ter também Arthur Nory, campeão mundial em 2019, e Flavia Saraiva. Rebeca Andrade poderá ser a sexta integrante da delegação brasileira se confirmar seu favoritismo no classificatório Pan do Rio, em junho.

No vôlei, os elencos da seleção feminina, do técnico José Roberto Guimarães, e da masculina, comandada por Renan Dal Zotto (em isolamento após teste positivo de Covid), começaram a se encontrar a partir deste mês.

Há uma expectativa maior sobre o desempenho da equipe masculina, enquanto as mulheres deixaram como última impressão a instabilidade e tiveram uma importante baixa. Vice-campeã na Liga das Nações em 2019, a equipe terminou com a sétima colocação no Mundial de 2018. Thaisa, bicampeã olímpica e destaque da última Superliga, se aposentou da seleção na semana passada.

Para Natália, Sérvia, EUA e China são as principais candidatas por medalhas. "Mas, nesses últimos meses, estou bem confiante. Temos as voltas da Dani Lins, Fernanda Garay, Carol Gattaz. Jogadoras experientes e que vão lutar por uma vaga dentro do grupo, podendo ajudar muito a nossa seleção", afirmou a ponteira, que defende o Dínamo Moscou (RUS) e foi campeã em Londres-2012.

Antes de Tóquio, o Brasil mede forças na Liga das Nações, entre maio e junho, na Itália. Natália acredita que o tempo será suficiente para estancar os altos e baixos do time. "Todas as convocadas têm jogado em suas equipes. É como andar de bicicleta, nunca se perde a conexão."

O vôlei classificou todos os atletas possíveis: as seleções masculina e feminina na quadra e quatro duplas na areia (Ágatha e Duda, Ana Patrícia e Rebecca, Alison e Álvaro Filho e Bruno Schmidt e Evandro).

Na Rio-2016, Alison e Bruno formaram a dupla campeã olímpica. Ágatha, ao lado de Bárbara Seixas, ficou com a prata. Nas quadras, a equipe masculina também foi ouro.

Além dos esportes em que o país tem favoritos claros à medalha, há vários outros em que pode subir ao pódio. No atletismo, por exemplo, Darlan Romani (arremesso de peso), o revezamento 4 x 100 m masculino, Erica Sena (marcha atlética) e Alison dos Santos (400 m com barreiras) acumulam bons resultados recentes. Assim como o trio do taekwondo: Milena Titoneli, Icaro Miguel e Netinho.

Existem ainda possibilidades de conquistas inéditas na esgrima (com a campeã mundial Nathalie Moellhausen e Guilherme Toldo), no ciclismo MTB (Henrique Avancini), no levantamento de peso (Fernando Reis) e no tênis de mesa (Hugo Calderano).
Carlos Petrocilo e João Gabriel - Folhapress
PUBLICIDADE
Continue lendo
Confira!

Geração Olímpica divulga lista dos contemplados na edição 2021

14 MAI 2021 às 18h00
Copa do Mundo do Qatar

Tite convoca seleção para Eliminatórias com Gabigol de atacante; confira os convocados

14 MAI 2021 às 14h48
Goleado

Corinthians cai e amplia série de fracassos na Sul-Americana

14 MAI 2021 às 09h21
Tensão

Ex-LEC tem apartamento destruído por míssil em Israel e volta ao Brasil

14 MAI 2021 às 08h47
Sob tensão

Atlético-MG joga na Colômbia e partida é interrompida 5 vezes

14 MAI 2021 às 08h32
Na luta por vaga olímpica

Londrina tem duas convocadas para defender o Brasil no Sul-Americano

13 MAI 2021 às 17h40
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados