Em entrevista ao podcast do jornalista da BBC, James Allen, o diretor de prova da FIA, Charlie Whiting, declarou que os carros de Fórmula 1 sofrerão uma redução nos tempos de volta a partir do ano que vem. Na próxima temporada, as equipes trocarem os atuais motores V8 por unidades V6 turbo de 1,6 litros.
"Creio que os tempos de volta serão provavelmente 2s ou 3s mais lentos do que hoje. Temos a chegada da nova unidade motriz: um V6 de 1,6 litros com todo tipo de dispositivo de economia e conversão de energia que vai trazer um pouco de potência ao que temos agora. Mas é muito, muito complexo; o controle do torque vai ser mais complicado", analisou.
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Na oportunidade, Whiting enfatizou que conservar energia será um fator fundamental no ano que vem. "Para ser mais claro, entretanto, você não vai ver os carros sofrendo pane seca, pois não há limite na quantidade de combustível empregada num carro. Há um limite para o quanto eles podem usar durante a corrida", justificou.
Por fim, o dirigente explicou algumas novidades aerodinâmicas para 2014. "Haverá mudanças significativas na formatação da asa para reduzir o arrasto. Ele é o único componente que teve de ser reduzido para o consumo de combustível, e como você sabe, a pedra angular para esta nova unidade motriz é gastar apenas 100 kg de gasolina por corrida. Também há o limite de fluxo de combustível, que vai ser verificado e checado pelos sensores instalados pela FIA em todos os carros", finalizou.