A crise financeira está chegando à Fórmula 1 e o risco de algumas equipes acabarem existe. Por falta de dinheiro, Caterham e Marussia não vão disputar o GP dos EUA e provavelmente também não vão correr no Brasil. As novas preocupações da categoria são Sauber e Lotus, que tiveram um prejuízo de quase R$ 360 milhões entre 2012 e 2013.
Até equipes consideradas mais sólidas vêm sofrendo com falta de dinheiro. A Force India não pagou empréstimos bancários de seu grupo. A Willians, do brasileiro Felipe Massa, já informou que teve um prejuízo superior a R$ 60 milhões no primeiro semestre deste ano.
A possibilidade de algumas equipes fecharem já preocupa Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) entre 1993 e 2009 .
- Não é mais uma competição justa. O grande problema é que as grandes equipes têm muito mais dinheiro do que equipes como Caterham e Marussia. No final, eles foram obrigados a sair - e eles podem não ser os últimos - analisou em entrevista à BBC Radio 5 Live, apontando uma solução para o problema.
- Do ponto de vista esportivo, o esporte deveria dividir o dinheiro igualmente e então deixar as equipes conseguir o máximo de patrocinadores que elas puderem. Uma escuderia como a Ferrari sempre conseguirá mais patrocinadores do que a Marussia, mas se elas todas tiveram o mesmo dinheiro-base, então elas todas começam em igualdades de condições, particularmente se você tem um teto de custos onde você limita o montante de dinheiro que cada time é permitido a gastar - disse Mosley.