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Hugo Calderano quer o pódio mundial no tênis de mesa

Agência Estado
28 set 2014 às 08:08

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Hugo é um nome que tem peso no tênis de mesa do Brasil. Foi assim com Hoyama, recordista de medalhas nos Jogos Pan-Americanos, e com Hanashiro, que participou da Olimpíada de Atenas, em 2004. Agora, é a vez de Hugo Calderano. O carioca de 18 anos é o primeiro medalhista olímpico da modalidade e espera, ainda este ano, chegar ao pódio mundial.

Aos 18 anos, Hugo Calderano vai se despedindo de sua última temporada como juvenil. Antes mesmo de disputar o Mundial de Xangai, que começa em 30 de novembro, já sabe que 2014 é um ano inesquecível. Afinal, exibe com orgulho a medalha de bronze conquistada na Olimpíada da Juventude, em agosto, também na China - a competição, que foi disputada em Nanquim, reuniu atletas entre os 14 e 18 anos.

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Ainda que esteja na transição entre a base e a carreira profissional, Hugo Calderano desponta como uma esperança para os Jogos do Rio, em 2016. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem investido no garoto, que participou do programa Vivência Olímpica, em 2012, quando várias promessas tiveram a chance de ir a Londres e conhecer o clima da competição. Em setembro, foi indicado para receber apoio financeiro extra, vindo do COI, por meio do programa Solidariedade Olímpica.


Assim que deixou a China, Hugo Calderano voltou ao País apenas para arrumar as malas. Junto com outros três atletas brasileiros, mudou-se para a Alemanha, onde ficará por um ano defendendo o clube da cidade de Ochsenhausen.


Hugo Calderano é um esportista nato. Influenciado pela família - o pai é professor de educação física, o avô também atuou na área e a mãe é entusiasta das modalidades esportivas -, sempre praticou alguma modalidade.
Jogou vôlei e chegou a disputar (e vencer) competições de atletismo, ainda que sem treinar especificamente para o esporte. Conheceu o tênis de mesa bem novinho.


"Meu pai me colocava na mesa com 3 anos e a gente brincava de pingue-pongue", lembrou. Com 8 anos, começou a participar da escolinha do Fluminense. Cinco anos depois, deixou o vôlei para se dedicar apenas às raquetes. E viu que, se quisesse ser atleta, teria de encarar uma importante mudança. "Com 14 anos, mudei para São Caetano do Sul. Fui com o meu avô, Antônio. Eu vi que, se quisesse ser um atleta de alto nível, teria que ir para o principal clube do Brasil. Então fiz essa escolha, optei em buscar um carreira profissional".


Quem se lembra desse começo é o xará Hoyama, que sempre defendeu a vizinha São Bernardo do Campo. "Eu fico muito feliz em ver os resultados do Hugo. Acompanho a trajetória dele desde quando veio para São Paulo", derreteu-se o agora técnico da seleção feminina. "Ele é um garoto super esforçado, inteligente e gosta muito do tênis de mesa. E a coincidência do nome é legal, né? Espero que ele possa fazer vingar ainda mais esse nome".


Hugo Calderano ocupa, atualmente, a sua melhor posição no ranking mundial adulto - 57.º lugar. Já chegou a liderar o ranking do circuito sub-18. Sua primeira vitória sobre Hoyama veio quando ele tinha 15 anos. "Quando eu paro para pensar, vejo que melhorei bem rápido".

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Nas duas últimas edições do Mundial Juvenil, Hugo galgou posições. Em 2012, parou nas oitavas. No ano passado, caiu nas quartas. "Agora, tenho chance de brigar por medalha". A partir do ano que vem, a disputa será com os adultos. E o primeiro desafio? Conseguir a vaga olímpica.


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