Procuradores da Itália decidiram reabrir a investigação sobre a morte do ciclista italiano Marco Pantani, campeão do Giro da Itália e da Volta da França, em 1998. Ele morreu em 2004 por conta de uma overdose de cocaína, conforme a investigação inicial. No entanto, familiares alegam que o atleta de 34 anos fora assassinado.
Pantani foi encontrado morto em um quarto de hotel que apresentava mais sinais de briga do que uma morte por consumo de tóxico. A investigação inicial não buscou impressões digitais por alguns objetos do local. Em 2005, a Justiça condenou três homens por terem fornecido a droga ao atleta. Dois deles confessaram a venda e tiveram suas penas atenuadas. O outro apelou da sentença e foi liberado em 2011.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
A família do ciclista, contudo, defende que Pantani foi obrigado a consumir um copo d'água, que continha alta dose de cocaína, por pessoas que ele deixou entrar em seu quarto. Depois disso, eles teriam alterado a cena do crime para indicar que o atleta teria morrido por acidente, de overdose.
"Este é um dia importante, ainda que tenha um gosto um pouco amargo", disse a mãe do ciclista, Tonina Pantani, que sempre defendeu a teste de homicídio. "Por um lado estou feliz. Depois de muitos anos, eu não estou gritando ao vento. Mas por dentro há ainda muito ódio. Por que levaram tanto tempo para reabrir a investigação?".
"Acho que esta investigação será muito longa. Há muito material confidencial na mão dos magistrados e vamos dar nosso apoio porque os fatos precisam ser esclarecidos e a verdade vai prevalecer sobre a versão oficial sobre o que realmente aconteceu", disse o advogado da família, Antonio De Rensis.