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Mercedes admite 'pit stop falso' e chefe da equipe leva bronca da esposa

09 jul 2015 às 17:24

Na entrada da 14ª volta do GP de Silverstone, disputado no último domingo, os mecânicos da Mercedes correram à área de pit stops. Armaram-se como se Lewis Hamilton ou Nico Rosberg fossem fazer a primeira parada. Mas era tudo mentira. As duas Flechas Brancas passaram e os mecânicos voltaram aos boxes. A estratégia tinha como função induzir a Williams a entrar nos boxes e perder as duas primeiras posições que estavam com Massa e Bottas, respectivamente.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, confessou após a corrida que a estratégia era falsa e ainda levou um cutucão de sua esposa, Susie Wolff, que é pilota de testes da Williams, durante a prova pelo celular.


"Sabemos que a Williams tem dificuldade de fazer seus pneus durarem até o fim. Sabíamos que fingindo um pit stop mais cedo iríamos fazê-los pensar 'será que somos capazes?'. Isso poderia desencadeá-los a fazer a parada. Foi uma jogada. Que não funcionou. Minha esposa me mandou uma mensagem no WhatsApp dizendo 'Vocês acham que podem nos enganar hahaha'", disse.


A jogada não é permitida pelas regras da Fórmula 1. O artigo 23.11 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1 diz: 'Os membros da equipe só têm permissão de sair ao pit lane imediatamente antes do momento em que são obrigados a trabalhar no carro, e devem se retirar assim que o trabalho estiver concluído'.


"Naquele momento, o que a Mercedes fez pareceu ok, já que ninguém tinha certeza que eles realmente não iriam parar. Entretanto, a partir do momento que eles dizem que era uma parada falsa, eles se acusaram", disse um porta-voz da FIA.

Para a próxima etapa, daqui duas semanas, na Hungria, a FIA já avisou, em comunicado a todas as equipes, que haverá punição se tentarem ludibriar a parada nos boxes. "Ir para o pitlane como nesse caso, sem razão válida, não é permitido, mas o difícil seria provar que se trata de uma quebra de regras. Não temos intenção de dar qualquer chance agora. Conversaremos com todos na Hungria sobre isso e avisaremos que, caso aconteça, desejaremos ver evidências de que realmente tinham a intenção de parar", finalizou.


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