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Mesmo sem medalha, Victor Penalber comemora evolução no Mundial

28 ago 2014 às 15:57

Evolução. Assim o judoca Victor Penalber (-81kg) enxergou sua campanha no Mundial de Chelyabinsk, na Rússia. Mesmo sem medalha, o atleta brasileiro melhorou sua campanha de 2013 ao terminar em sétimo lugar na edição deste ano. Nas quartas-de-final, ele vencia o confronto com o canadense Antoine Valois-Fortier até o último minuto, mas em um momento de descuido foi projetado por wazari e acabou indo para a repescagem.

Na luta que valia uma vaga para a disputa do bronze, Penalber também dominou a luta durante a maior parte do tempo mas, em um contra-golpe, foi jogado por wazari pelo russo Ivan Nifontov, campeão mundial em Roterdã-2009 e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Nesta última luta, o brasileiro estava com um problema no joelho e, por isso, não conseguiu buscar uma pontuação quando ficou em desvantagem.


- Teve algumas técnicas que eu não pude fazer, mas o atleta está acostumado a conviver com dor e tem que buscar estratégias. Entrei para ir para o tudo ou nada, mas quando vi que estava vencendo por dois shidôs e controlando a luta, resolvi segurar. Naquele momento, perdi a pegada e não consegui defender. Mas não foi por isso que eu perdi o Mundial. Apesar de nunca ter treinado tanto, acho que tem outras coisas que tenho de rever. O joelho foi só mais um obstáculo que eu não consegui ultrapassar para chegar à minha tão sonhada medalha - afirmou o judoca de 24 anos.


A campanha de Penalber, que disputava seu segundo Mundial, começou arrasadora. Contra o armênio Rafael Davtyan, jogou o adversário duas vezes por wazari. Contra o uruguaio Alan Aprahamian, o desempenho foi ainda melhor: uma projeção por yuko e outras duas por wazari. E nas oitavas-de-final, contra o polonês Lukazs Blach, mais um yuko e outro wazari.


- Sempre foi uma característica minha buscar derrubar, buscar o ippon e no Mundial não poderia ser diferente. Depois que passa a gente vê que poderia ter ido um pouco mais, ter feito mais. Fui bastante agressivo, mas poderia ter me arriscado mais - finalizou Penalber.

A medalha de ouro ficou com Avtandili Tchkrishvili, da Geórgia, a prata com Antoine Valois-Fortier e os bronzes com o francês Loic Pietri e Ivan Nifontov.


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