As semifinais e finais da Superliga masculina e feminina farão uso do sistema Penalty D-Tech, já testado e aprovado na disputa da Copa Banco do Brasil, acontecida em janeiro. O sistema ajuda na definição de bola dentro ou fora, já que acusa a definição, em tempo real, através de cálculos matemáticos e da captura de imagens em frames de segundos através de câmeras instaladas em diferentes pontos da quadra.
Um dos árbitros presente na Copa Banco do Brasil, Paulo Turci elogiou o sistema. - Nos lances mais polêmicos, a utilização do aparelho foi fundamental para minha tomada de decisão e não deu brecha para discussões - comentou Turci.
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Presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (Cobrav), Carlos Rios também ressaltou as vantagens do sistema. - Diferentemente de softwares da Polônia, Itália, Rússia e Japão, que são baseados apenas em imagens, o sistema que testamos funciona também com cálculos matemáticos, se mostrando mais eficiente e assertivo que os demais - disse Carlos Rios.
O Sistema Penalty conta com seis câmeras nas laterais e nos fundos de quadra e um monitor, que fica preso ao poste da rede, onde o árbitro recebe a informação de bola dentro ou fora. O estudo foi desenvolvido ao longo de oito anos e teve um investimento de 5 milhões de dólares.
Além disso, não possui qualquer tipo de interferência humana na decisão. Ao contrário das demais tecnologias, onde o árbitro visualiza uma imagem e interpreta a informação visual, no Penalty D-Tech as imagens são processadas por computador e a decisão só é feita depois de vários cálculos matemáticos pré-programados.
Informações de bola dentro e bola fora, a velocidade do ataque no momento em que toca o chão também são disponibilizadas.