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Rio 2016 abre primeiro centro para seleção de voluntários

Agência Brasil
25 mar 2015 às 18:14

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Os voluntários do Rio de Janeiro, que se inscreveram para trabalhar nas Olimpíadas 2016, vão frequentar o centro de formação inaugurado hoje (25) na Universidade Estácio de Sá, na Barra da Tijuca. Cerca de 240 mil pessoas se inscreveram em todo o país, mas depois das diferentes etapas de seleção ficarão só 70 mil, que serão conhecidos em novembro.

A maioria dos voluntários já foi aprovada em teste de língua estrangeira, e agora estamos testando outras habilidades, disse a gerente-geral de Voluntariado do Comitê Rio 2016, Flávia Fontes. Segundo ela, há uma dinâmica de grupo, na qual são observados pontos como trabalho em equipe, comprometimento e liderança, para avaliar o candidato, que recebe uma pontuação no final.

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Flávia acrescentou que o centro de treinamento do Rio será replicado em São Paulo e Belo Horizonte. Nas demais capitais, as seleções, que também são feitas por profissionais voluntários de recursos humanos e de administração, serão em unidades da Universidade Estácio de Sá.


A prioridade, segundo Flávia Fontes, é o recrutamento de brasileiros. Só depois serão escolhidos estrangeiros, por meio de testes online. A previsão é que em torno de 10% dos 70 mil voluntários deem assessoramento direto aos cerca de 10,5 mil atletas que vão participar de mais de 300 competições.


"Oferecemos uma experiência incrível. Realizar um sonho ou ter a oportunidade de um primeiro emprego, por exemplo, além de dar formação também", acrescentou a gerente.


Quem vê vantagens na troca de experiência é o técnico em informática Ivan Pereira da Costa. Ele diz que está menos interessado em arrumar um jeito de ver os jogos de graça do que na experiência profissional que o voluntariado pode lhe render. "Quero ficar nos bastidores para não deixar faltar equipamento, manutenção, o que for, para os jogos funcionarem", contou.


Atletas também incentivam a participação dos voluntários e destacam a importância deles para os esportistas. O nadador paralímpico Marcelo Cardoso, de 22 anos, ressalta, por exemplo, que "o voluntário é nosso segundo pai, durante as provas. O técnico fica de fora, nos observando e esperando nossos resultados. O voluntário, não, fica próximo, com nossos equipamentos, roupas, uniforme, desejando força e vibrações positivas. É uma ligação muito maneira".


Para Roseli Silva Alves, de 29 anos, que é selecionadora voluntária, toda a experiência já valeu a pena no primeiro dia de trabalho. "É gratificante, tanto pessoalmente, quanto profissionalmente", contou ela, que revela não ter eliminado ninguém até agora.

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As inscrições para voluntários nas Olimpíadas já se encerraram, mas os interessados ainda podem colocar o nome em uma lista de espera, no site www.rio2016.com.br.


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