Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Embalado

Roger Federer mantém incógnita sobre aposentadoria

Felipe Rosa Mendes e Rafael Franco - Agência Estado
10 abr 2017 às 09:04

Compartilhar notícia

Pixabay

Apesar da vitalidade e dos títulos recentes, Roger Federer já reconheceu que não tem muito mais tempo de circuito pela frente. Mas uma data para aposentadoria ainda é uma incógnita. "Acho que nem ele sabe quanto tempo ainda poderá jogar. Em Indian Wells, ele disse para crianças que poderia jogar até os 40. Mas, se sofrer uma nova lesão, tudo poderá acabar muito rapidamente", afirmou René Stauffer.

O biógrafo de Federer acredita que o prazer de jogar e a "dosagem" na escolha dos torneios poderão render ainda algumas temporadas ao suíço no circuito. "É o amor pelo tênis que mantém ele seguindo em frente. E ele consegue dosar sua fome pelo jogo ao não jogar tanto, estimulando a si mesmo. É o que vai acontecer agora, com um longo descanso que vai ajudá-lo a chegar faminto em Paris [Roland Garros], em Wimbledon, em Nova York [US Open]", afirma o jornalista que acompanha a carreira do suíço desde a infância.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Federer decidiu, após vencer o Masters 1000 de Miami, que ficaria de fora da maior parte da temporada de saibro na Europa. Só deve competir em Roland Garros. A ausência, contudo, não deve preocupar os fãs. "O que mais chama a atenção no Federer hoje é que ele está curtindo o jogo. E a primeira coisa que faz um jogador parar é a cabeça, não o físico", disse Thomaz Koch. "A cabeça é que comanda o espetáculo. Quando ele cansar do circo, quando for um sacrifício treinar, aí sim ele vai cair fora."


Para René Stauffer, o que motiva Federer são os títulos importantes e a competitividade. "O ranking agora não é mais importante. Ele nunca foi muito de perseguir recordes ou estatísticas. Mas atingir a marca de 100 títulos poderia ser uma boa meta", afirmou. O suíço soma agora 91 troféus no circuito profissional.


Enquanto mira a grande marca, Federer inspira o mundo esportivo. "Essa nova fase dele é um bônus para o tênis e para o mundo do esporte em geral", diz Thomaz Koch. "Federer serve de exemplo para quem está dentro e fora do tênis. Um jogador que já obteve tantos títulos, o maior vencedor de toda a história da modalidade, continua disposto a melhorar, a aprimorar. Isso é absolutamente incrível", comentou Gustavo Kuerten.


De acordo com o biógrafo do suíço, Federer tem consciência de sua importância atual para o tênis. "Ele sabe que pode levar muita alegria para as pessoas e ajudar o tênis em geral, se continuar jogando", afirmou Stauffer.

Cadastre-se em nossa newsletter

Para veteranos do tênis brasileiro, a importância do suíço para o tênis atual é incalculável. "Hoje ele é um ícone que transcendeu a barreira do esporte, se tornou uma personalidade. E isso dá muita publicidade e exposição para o tênis", afirmou André Sá, que convive com o suíço no circuito. "São caras como ele que fazem as pessoas verem mais tênis na TV, que fazem o público consumir mais tênis", concordou Fernando Meligeni.


Publicidade

Continue lendo

Últimas notícias

Portais

Anuncie

Outras empresas