Jean Todt foi oficialmente reeleito presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), nesta sexta-feira, para um segundo mandato de mais quatro anos à frente da entidade. O dirigente francês acabou ficando sem rivais nesta eleição e, como candidato único, garantiu por unanimidade a sua continuidade no cargo.
Todt ficou mais próximo de ser reeleito depois que o britânico David Ward, antes seu único adversário no pleito da FIA, retirou a sua candidatura, em 14 de novembro. Na ocasião, ele justificou a decisão com o fato de não ter conseguido apoio suficiente para concorrer na eleição desta sexta-feira.
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Na plataforma de governança para este seu segundo mandato, Todt destacou principalmente a criação de um fundo de desenvolvimento para o automobilismo, o crescimento do automobilismo na sua base e a redução das emissões de carbono nas corridas.
Quatro anos atrás, Todt foi eleito para o seu primeiro mandato à frente da FIA ao derrotar com folga o candidato finlandês Ari Vatanen. Ele recebeu 135 votos, contra apenas 49 do seu adversário. Com isso, sucedeu Max Mosley, que deixou o cargo após 16 anos no comando da principal entidade do automobilismo mundial.
Antes de desistir de enfrentar Todt na eleição desta sexta-feira, David Ward chegou a tentar contestar a candidatura do francês no Comitê de Ética da FIA, mas teve sucesso. Ele argumentou que o atual presidente do organismo estava coletando cartas de apoio antes do início do processo eleitoral.
Ex-chefe da Ferrari na Fórmula 1, Todt vem conseguindo repetir na FIA o êxito que conseguiu na escuderia italiana, com a qual conquistou seis títulos do Mundial de Construtores entre 1999 e 2004, período em que o alemão Michael Schumacher também conquistou cinco campeonatos consecutivos.