Foi difícil, suado, mas o suíço Stan Wawrinka se classificou para a final de Roland Garros nesta sexta-feira. Algoz de Roger Federer nas quartas, o número 9 do mundo desta vez calou a torcida da casa ao vencer uma dura batalha diante do francês Jo-Wilfried Tsonga, 15.º do ranking, por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7 (1/7), 7/6 (7/3) e 6/4, em 3h46min de partida.
O confronto foi mais difícil até do que o placar aponta. No terceiro set, por exemplo, Tsonga parecia ter o controle do jogo, mas Wawrinka, aos poucos, deu a volta por cima e venceu a parcial mais importante. Depois, foi só aproveitar o breve vacilo do francês para arrancar para a vitória.
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Somente no começo de jogo Wawrinka teve uma certa tranquilidade. No primeiro set, conseguiu uma quebra logo no quarto game e venceu. No segundo, repetiu a quebra cedo, mas viu Tsonga renascer no oitavo game, empatar e ganhar ânimo. No tie-break, o francês foi inapelável e fechou com extrema facilidade.
Na terceira parcial, Tsonga tomou conta do jogo, teve oportunidade atrás de oportunidade para quebrar o set do adversário, mas Wawrinka se manteve. Aos trancos e barrancos, levou para o tie-break, e aí foi a vez do suíço disparar e levar a melhor.
A derrota desestabilizou Tsonga, que voltou irreconhecível para o quarto set, perdeu quatro pontos seguidos no saque, inclusive o último em uma dupla falta, e foi quebrado. O francês até voltou a si e incomodou o saque de Wawrinka nos games seguintes, mas novamente o suíço mostrou sangue frio para superar os ataques e manter a vantagem até o fim.
Com a vitória, Wawrinka chega à segunda final de Grand Slam na carreira - venceu na Austrália no ano passado -, sendo a primeira em Paris. Agora, ele espera para conhecer seu adversário, que sairá do confronto entre o sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, e o britânico Andy Murray, terceiro do ranking.