O Londrina terá uma perda importante para a temporada 2026. O técnico Roger Silva aceitou uma proposta do Sport e está de saída do clube alviceleste em meio à pré-temporada. A informação foi divulgada inicialmente pela imprensa pernambucana e confirmada pela FOLHA. A multa rescisória a ser paga pelo Leão da Ilha gira em torno de R$ 180 mil.
O nome de Roger ganhou força no Sport na semana passada, após o clube receber negativas de seus planos A e B para o comando técnico. Os principais alvos eram Léo Condé, ex-Ceará, e Eduardo Baptista, do Criciúma. Diante das recusas, a diretoria rubro-negra decidiu ir ao mercado e alterou o perfil buscado até então, que priorizava treinadores com histórico recente de acessos ou disputas na parte alta da Série B.
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Nesse novo cenário, Roger Silva passou a ser visto como uma alternativa viável e ganhou respaldo interno.
Além do trabalho recente no Londrina, o treinador tem identificação com o Sport, clube pelo qual atuou como jogador em 2008 e 2013, fator que pesou na escolha. Mesmo em meio a mudanças estruturais, como a chegada de Felipe Ximenes para o cargo de CEO, o Sport se movimentou rapidamente e formalizou a proposta, aceita por Roger nesta segunda-feira (22).
A saída do treinador ocorre em um momento delicado para o Londrina, que será adversário direto do Sport na Série B do Campeonato Brasileiro. Ainda não há confirmação oficial sobre outros integrantes da comissão técnica, mas a tendência é que os auxiliares Eduardo Abdo e Renato Gheler, que chegaram ao clube junto com Roger, acompanhem o treinador no novo desafio.
Agora, resta o anúncio oficial das partes para que o Londrina vá ao mercado em busca de um substituto. A missão não será simples, já que o clube está a cerca de 15 dias da estreia no Campeonato Paranaense, marcada para o dia 7 de janeiro, no estádio do Café, contra o Operário, e o período inclui os feriados de Natal e ano novo.
Homem do acesso
Roger Silva foi contratado pelo LEC em junho e estreou no dia 15 do mesmo mês, na vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense, no Vitorino Gonçalves Dias (VGD). Ele chegou para substituir Claudinei Oliveira, que deixou o clube para assumir o Paysandu na Série B, após o pagamento de uma multa rescisória de R$ 300 mil. O impacto foi imediato. No segundo jogo sob seu comando, o Tubarão obteve sua maior vitória na Série C ao golear o Retrô por 4 a 0, na Arena Pernambuco.
O início animador teve sequência com cinco partidas consecutivas sem derrota, até os primeiros tropeços diante de Ituano e Náutico. A classificação para o quadrangular final foi confirmada com a vitória por 2 a 1 sobre o Brusque, fora de casa. Na fase decisiva, o Londrina se manteve na liderança do grupo e confirmou o acesso após duas vitórias como visitante, contra Caxias e Floresta, além do empate por 1 a 1 com o São Bernardo, no VGD.
Sem o título
Apesar do acesso, o título da Série C não veio. Roger tinha como meta levantar a taça nacional, sonho que havia escapado no ano anterior, quando comandava o Athletic-MG, vice-campeão diante do Volta Redonda.
Pelo Londrina, a história se repetiu: derrota na decisão, em Campinas, para a Ponte Preta, deixando novamente o treinador sem o troféu.
A passagem de Roger pelo Londrina foi curta e intensa. Ao todo, ele comandou a equipe em 18 partidas, com sete vitórias, sete empates e quatro derrotas, alcançando 52% de aproveitamento.
Montagem do elenco
Além do trabalho em campo, Roger participou ativamente da montagem do elenco para a Série B e indicou alguns reforços, entre eles o atacante Bruno Santos. Em sua apresentação, o jogador elogiou publicamente o treinador e destacou a expectativa de trabalhar sob seu comando, algo que agora não se concretizará.
“Ter um treinador que foi da posição é importante, é um exemplo dentro e fora de campo. Espero corresponder à forma como ele trabalha”, afirmou Bruno Santos. “Ele entende muito da posição, conversa bastante com todos os atletas, independentemente da situação. É um vínculo importante”, completou o atacante, na última sexta-feira (19).