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Educação a distância em grande expansão

Fábio Galão - Equipe da Folha
06 set 2010 às 13:07
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A educação a distância no Ensino Superior brasileiro teve um crescimento bastante expressivo nos últimos anos. Segundo o Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), em 2003 havia 52 cursos de graduação a distância em todo o País.

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O número de cursos nessa modalidade chegou a 647 em 2008, de acordo com o censo. O crescimento se reflete também nos dados de vagas ofertadas e alunos matriculados em graduações a distância. Em 2003, no Brasil todo, foram ofertadas 24 mil vagas; cinco anos depois, a oferta foi de quase 1,7 milhão de vagas. No mesmo período, o número de estudantes matriculados em cursos a distância passou de 49.911 para 727.961.

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Segundo o presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação à Distância (Aced), Carlos Alberto Chiarelli, a cada ano há um aumento de aproximadamente 10% nas matrículas de cursos à distância no Brasil.


Quando o Censo da Educação Superior de 2008 foi divulgado, no final do ano passado, o MEC apontou que o aumento da oferta de vagas em cursos de graduação a distância se devia principalmente à Universidade Aberta do Brasil (UAB).

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A iniciativa é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior por meio da educação a distância, com prioridade de formação para os professores que atuam na educação básica.


Bruno Branco, gerente de marketing do Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (Iesde), empresa que desenvolve conteúdo para educação presencial e a distância para vários níveis de ensino, aponta dois fatores principais para o crescimento da modalidade no Brasil.


‘Em primeiro lugar, a educação a distância é uma modalidade que é nova no Brasil. No exterior, ela já é muito difundida e tradicional. Em segundo lugar, trata-se da modalidade de ensino perfeita para o Brasil, pois está totalmente adaptada às necessidades geradas pela grande extensão territorial e pela carência de educação do País’, afirma o gerente.


Na divulgação do Censo da Educação Superior, no ano passado, o MEC argumentou que os alunos de cursos a distância têm avaliação igual ou superior aos da graduação presencial no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, contrariando o preconceito que atribui à modalidade uma qualidade inferior à da educação presencial.


Guilherme Stival, coordenador do pólo da Faculdade Interativa COC, de São Paulo, localizado na Faculdade Dom Bosco, em Curitiba, acredita que a visão negativa que muitos tinham da educação a distância tem mudado. ‘Existe uma estrutura cultural, de dependência do professor em sala de aula. Não paramos para pensar em outra estratégia de ensino, que seria o caminho do autodidata. A educação a distância proporciona isso. O estudante em uma interação, um direcionamento, mas é estimulado a ter autonomia’, explica.


Preconceito
‘Havia mais preconceito antes. Algumas emissoras de televisão fizeram um trabalho forte para desqualificar a educação a distância. Em contrapartida, em mecanismos de avaliação, como os do MEC, os alunos dessa modalidade têm desempenho melhor.


Acho que sempre houve seriedade na maioria das instituições, mas as pessoas, por ignorância, não davam a credibilidade merecida’, aponta Stival.


‘O preconceito é natural, pois deriva do desconhecimento, e a educação a distância é uma modalidade nova no Brasil. Como qualquer preconceito, este não tem base na realidade. Existem no exterior vários casos de pessoas que estudaram em cursos a distância e conseguiram prêmios Nobel. No Brasil, não há ninguém, nem que tenha passado pela educação presencial, que tenha Nobel’, acrescenta Bruno Branco, do Iesde.

Elaine Lino Domingues, de 40 anos, analista fiscal de um escritório de contabilidade, já era formada em Direito e decidiu fazer o curso de Ciências Contábeis no pólo Dom Bosco da Faculdade Interativa COC para se aprimorar no trabalho. Preferiu um curso de educação a distância por falta de tempo. ‘Tenho filhos em idade escolar. Não tinha tempo hábil para um curso presencial’, justifica. (Colaborou Adriana De Cunto)


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