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Ajuda à quem precisa - Corrida da solidariedade

- Fábio Alcover
21 dez 2015 às 13:21
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Acordar cedo e vencer a luta com a cama em pleno domingão cinzento e chuvoso teve um sentido especial para centenas de pessoas, na manhã de domingo, em Londrina. Nada de correr de olho no relógio, mirando melhorar o próprio tempo. Quem participou da terceira edição da Corrida Solidária queria mesmo era ajudar.
Os agraciados da vez foram a família do garotinho Davi Salcedo, de dois anos, que luta contra três tipos de câncer e uma doença chamada neurofibromatose, que causa tumores espontâneos pelo corpo, e o casal Izabel Cristina Soares e Renato Soares de Moura, ele deficiente visual e ela, cadeirante e portadora da polineuropatia, doença que leva à degeneração dos nervos.
Entre os pouco mais de 1,5 mil inscritos tinha, sim, muitos corredores, já acostumados com o rico calendário esportivo de Londrina e região. Mas eles não estavam sozinhos. O casal de contadores ngelo e Gisele Fonseca jamais haviam participado de uma corrida na vida, mas a sensibilidade com a causa não os fez pensar sequer duas vezes em participar. "São famílias que precisam, não só de ajuda financeira, mas de muito carinho. E poder ajudar de alguma forma é o mais importante", definiu ngelo.
A educadora física Natalie Yumi Ito está mais que acostumada a sair da cama mais cedo aos finais de semana para correr. Mas, para ela, participar da Corrida Solidária é diferente. "Na verdade, essa é a principal prova do ano, aonde a gente beneficia alguém também e não só a nós. Vale muito a pena", destacou. (Rafael Souza/Grupo Folha)

A emoção de quem recebe a ajuda
Se para quem dá a ajuda é um orgulho e satisfação, imagine então para quem recebe o apoio. A ajuda financeira, claro, é muito importante, mas a corrente positiva que cada uma das pessoas beneficiadas recebe é um incentivo e tanto para continuar encarando de frente os obstáculos da vida. "É muito maior a nossa alegria do que todas essas pessoas que estão aqui hoje para colaborar. É uma sensação maravilhosa de gratidão, de coisas do bem, de Deus. Só temos a agradecer", falou Izabel. Ela e o marido casaram há dois anos e vivem sozinhos, de aluguel, em uma casa no Jardim Vale Azul (zona sul). Os dois estão sem trabalho - ela está afastada há sete meses - e o dinheiro chega em boa hora. "Vai ajudar a pagar a moradia e o financiamento de uma cadeira elétrica, que adquiri em abril", contou.
"É muito importante, não só para nós, como para outras famílias. O Hospital do Câncer (de Londrina, onde Davi faz tratamento) está cheio de crianças que necessitam de ajuda também e se cada um se conscientizar como essas pessoas aqui e fizerem um pouquinho, já vão fazer a diferença para muita gente", ressaltou o pai do menino Davi, Anselmo Salcedo.
Para o organizador, Richards Moura, a missão foi cumprida mais uma vez. "É tudo 100% solidário, são dezenas de pessoas trabalhando pelo próximo, com a missão de ajudar. Sempre o que a gente puder fazer, por menor que seja, já é uma al
egria enorme". Mais de R$ 15 mil foram angariados e entregues às duas famílias. (R.S.)


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