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Dilema - Pagar babá sem poder ou sair do emprego?

Walkiria Vieira
NOSSODIA
31 mar 2016 às 09:09
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O ano letivo de 2016 começou com transtornos para a família da empregada doméstica Miriam Cristina Tomaz, 32 anos. "Meus filhos estudavam em período integral, eu trabalho o dia inteiro em casa de família, meu marido é jardineiro e agora em 2016 as escolas em que estudam só oferecem meio período." Assim como Miriam, outras famílias vivem essa mudança na rotina e se sentem de mãos atadas. "No fim do ano, ainda não era certeza se teria o integral para o meu menino de cinco anos, ficamos esperando, mas não teve mesmo. Nesses primeiros dias meu marido está fazendo vai e vem, busca o menino que estuda no Rafaela Kemmer, no Parque Universidade, a menina no Luiz Marques Castelo, no Patrimônio Espírito Santo e leva numa escola particular em Cambé. Mas com o gasto do combustível, mais a escola, já deu pra ver que é muito gasto e estou pensando seriamente que vou ter que parar de trabalhar ", ressente-se. Miriam comenta que chegou a entrar em contato com a Secretaria Municipal de Educação em busca apoio. "Me explicaram que agora vai ser assim".

Secretaria de Assistência Social sugere que população procure Cras
De acordo com a Assessora Técnica da Secretaria de Assistência Social do Município, Sandra Bianconi, uma alternativa para as famílias é procurar, em sua região, o Cras (Centro Referência e Assistência Social). "É importante conhecer o serviço de atendimento, as vagas, o que é oferecido e ver se há a possibilidade de se integrar." Bianconi explica que ao todo, são 33 unidades de serviços desenvolvidos por 18 entidades, mas 14 unidades do Provopar distribuídas pela cidade. As crianças do Rafaela Kemmer, por exemplo, tem como alternativa a unidade do Provopar no João Turquino ou a Casa Acolhedora Mãe e Senhora de Todos os Povos", sugere. "Nessas unidades, são realizadas oficinas, atividades artísticas por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos", explica. (W.V.)

Secretaria de Educação reconhece período como de transição
Em atendimento à reportagem do NOSSODIA, a Coordenadora da Comunicação da Secretaria Municipal de Educação, Talicia Serafini explicou que essa é uma fase de transição. "Estamos realmente verificando quem se matriculou e efetivou porque de acordo com as desistências, é possível abrir novas vagas nas escolas almejadas. "A educação tem esse movimento, principalmente no início do ano e nós orientamos as famílias". Por outro lado, em relação ao período integral, Serafini esclarece que algumas escolas têm o projeto de dar continuidade às turmas integrais, mas nem sempre é possível. "Sabemos das histórias das mães, temos projetos de implantação, isso requer investimento, envolve mais profissionais, mais merenda e planejamento. A família pode procurar uma escola de período integral, mas precisa levar em conta se vai se adequar ao novo endereço", alerta. "É importante levar em conta que atender o integral implica em atender metade da demanda", diz. (W.V.)


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