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LIVRE ACESSO - Muro de escola completa 2 meses no chão

Paulo Monteiro
NOSSODIA
10 mar 2016 às 09:18
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Dois meses se passaram e o muro, ou melhor, os pedaços de tijolos, arame farpado e de tela continuam caídos sobre a calçada da rua Rita Caloja, esquina com a Alcíno Francisco da Silva, no Parque Universidade, zona oeste de Londrina. Problema situado aos fundos da Escola Municipal Ruth Ferreira Souza, que atende quase 300 alunos da região. A estrutura foi destruída pela forte chuva que atingiu a cidade no dia 11 de janeiro.
Moradora do bairro, a vendedora Valdelice Sales Moraes passa pela via diariamente, onde aguarda a chegada do ônibus. Segundo ela, algumas pessoas caminham pela rua para não tropeçar nos tijolos que estão espalhados na calçada. "O pior é que, durante a noite, a esquina é bem escura. Se a pessoa usa a calçada, com certeza vai se machucar. Como a via é usada pelos ônibus, caminhar pela rua também é muito perigoso", alerta Valdelice.
Sem se identificar, um vizinho relatou que, por causa da facilidade, jovens invadem a escola durante a noite. "Eles entram e saem quando querem. Mas não sei o que fazem aí dentro", relata o morador. A escola Municipal Ruth Ferreira Souza atende, em três períodos, alunos do Parque Universidade e de outros bairros vizinhos.
O período letivo da rede municipal de ensino teve início no dia 11 de fevereiro, com atraso de mais de 10 dias. Em Londrina, no total, cerca de 70% dos centros municipais de ensino foram danificados pela forte chuva no início do ano.

Diretor e Secretaria de Educação
Simão Paulo, diretor da escola Municipal Ruth Ferreira Souza, diz que o problema também foi provocado por um abalo sísmico que atingiu a região no mesmo dia de janeiro. "As fortes chuvas, junto ao abalo sísmico, foram os responsáveis pela queda do muro e da grade em volta da escola. Aconteceu no dia 11 de janeiro. Uma enxurrada se formou e, devido ao excesso, a força da água desceu e derrubou a estrutura", relembra Paulo.
"A Prefeitura já encaminhou um engenheiro até aqui, que avaliou a situação e repassou o projeto para a reconstrução. Ainda não posso falar sobre quando e o tempo usado para refazer a estrutura", afirma. Sobre a possibilidade da escola ser invadida por estranhos, o diretor assegura que ainda não teve problemas. "A Secretaria Municipal de Educação encaminhou profissionais, que, inclusive, estão estendendo seu tempo para que as atividades não sejam comprometidas. O objetivo é evitar que alunos deixem o espaço escolar e que estranhos entrem em nosso terreno", conclui Simão Paulo.
A Secretaria Municipal de Educação informa que o caso da escola Ruth Ferreira Souza entra na situação emergencial da Prefeitura e os reparos serão realizados pela própria Secretaria de Obras de Londrina, não dependerão de processos de licitação, nem dos recursos federais, como outros espaços de ensino da cidade, o que pode agilizar seu atendimento. (P.M.)

Do outro lado da cidade
Celso pacheco/Arquivo Folha 18-12-2015
Celso pacheco/Arquivo Folha  18-12-2015 - Buracão no muro do colégio já fez aniversário e nada de ser arrumado
Buracão no muro do colégio já fez aniversário e nada de ser arrumado

Problemas também no outro lado da cidade. Na zona leste, o Colégio Estadual Carlos de Almeida, no conjunto Lindóia, sofre com um buraco que compromete a estrutura do muro. O problema teria começado com uma chuva, em 2011. Em dezembro de 2015, a repórter Walkiria Vieira (NOSSODIA) produziu uma matéria a respeito. Quando chove, por exemplo, o espaço fica tomado pela lama. O colégio funciona em três turnos, com 1.230 alunos no ensino fundamental e médio. Na ocasião, a Chefe do Núcleo Regional de Ensino, Lucia Cortez, informou que algumas providências seriam tomadas. No entanto, de acordo com o diretor do colégio, Alessandro Antunes Ribeiro, a situação não foi resolvida. Segundo ele, um processo foi encaminhado, solicitando o conserto por meio de verba centralizada, porém, mesmo após a fase de licitação, inclusive com uma empresa vencedora, a obra teria cancelada pelo Estado. Durante a tarde de quarta, por meio de telefonemas, o NOSSODIA tentou ouvir Lucia Cortez, mas não conseguiu. (P.M.)


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