05/08/20
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Relíquias

Mecânico trabalha com restauração de Lambretas e Vespas

Gilberto Machado, 70 anos, trabalha como mecânico em um 
pequeno espaço localizado na rua Belém, região central
Gilberto Machado, 70 anos, trabalha como mecânico em um pequeno espaço localizado na rua Belém, região central


Aos 70 anos, Gilberto Machado trabalha como mecânico em um pequeno espaço localizado na rua Belém, região central. Consertando veículos desde garoto, há dez anos Miranda trabalha com um público em específico: as motonetas, imortalizadas pelas famosas lambretas e vespas, que tiveram o seu auge nas décadas de 1950 e 1960.

O motivo pelo qual o mecânico trabalha com as simpáticas motos é curioso. Vítima de um acidente em 1992, Machado conta que ficou com sequelas em uma das pernas e que, assim, ficou com a sua mobilidade reduzida. "A minha perna não me deixou mais trabalhar com agilidade. As pessoas no dia a dia andam sempre com pressa, correndo, e quem gosta desses modelos aqui preferem andar mais devagar", comentou, justificando o segredo de seu trabalho. "O cliente sabe que um serviço bem feito pode demorar, então trabalho no meu ritmo, sem pressão, e o resultado vale a pena", completou.

Mesmo com modelos construídos há mais de cinquenta anos, o mecânico diz não ter dificuldade em achar peças
Mesmo com modelos construídos há mais de cinquenta anos, o mecânico diz não ter dificuldade em achar peças


Em todo esse tempo, Machado acredita ter restaurado cerca de 30 motonetas. "De conserto pequeno, foram vários, até perdi a conta. Quando a reforma é completa, em que você precisa restaurar e encontrar as peças originais, dá mais trabalho. Já tive cliente que gastou R$ 18 mil para reformar a sua Vespa", revelou. A clientela também não fica somente em Londrina, vindo de cidades como Maringá, Cianorte e Ivaiporã, e até de Barueri (SP). "Muitos não encontram quem reforme na sua cidade, ou escutam falar bem da gente e trazem aqui".
Mesmo com modelos construídos há mais de cinquenta anos, o mecânico diz não ter dificuldade em achar peças. "Em grandes centros, como Curitiba e São Paulo, você encontra. Já foram peças mais caras, Na internet, existe uma loja da Índia que você quase de graça para você, de tão barato". Sempre com muita calma, seja no manuseio das peças ou na fala, Miranda reforça que o segredo é não ter pressa. "Gosto de trabalhar sozinho, porque com funcionário, existe a pressa para terminar o serviço e receber logo. Do meu jeito as coisas dão certo", finalizou. (Edson Neves/NOSSODIA).
Edson Neves - NOSSO DIA
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