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Nossa crônica

Por Cláudia Bergamini
16 jan 2019 às 20:05
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Definitivamente concluí que a vida dos homens é simples. Nem estou falando dos incômodos mensais, nem das atribuições do lar que, rateiem as feministas, são tarefas que nos cabem, tampouco falo da facilidade do homem para escolher uma roupa para a festa. Quando eu digo que o homem tem vida simples, refiro-me à ida ao banheiro para fazer apenas um xixi. O homem não precisa sentir receio, porque não se senta no vaso, não precisa se preocupar com a bolsa, porque não usa uma. Com mulher é complicado. Dia desses saí do cinema e, claro, o destino certo seria o banheiro. A fila não estava grande, mas depois de um filme de duas horas, duas garrafinhas de água pesam um pouco e eu precisava muito me aliviar. Esperei na fila pacientemente. Aquela espera que faz uns minutinhos parecerem uma eternidade. Chegou minha vez. Caminhei meio trançando as pernas até o banheiro livre. Entrei. Seria cômico se não fosse trágico. O chão molhado. O vaso em estado de petição de miséria. O gancho para pôr a bolsa quebrado e eu com uma grande que pesava uns mil quilos. Analisei a situação. Respirei fundo. Simulei minha saída, mas concluí que eu precisava muito cumprir a tarefa a que me propus. E assim fiz. Com a bolsa pendurada no pescoço, porque não dava para colocá-la no chão, fui me equilibrando para não pisar nos pontos de líquido do chão, o esforço foi imenso, mas enfim consegui, sem deixar tocar a pele no vaso. Felizmente o que restou da experiência foram os risos ao relatar o fato. Rir é, de fato, o melhor remédio!

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