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Ruas de ninguém

Salve-se quem puder - Falta educação, sobra infração

Walkiria Vieira
NOSSODIA
03 mar 2016 às 09:40
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A gentileza passa longe do vai-e-vem do trânsito em Londrina. A pressa para muitos é argumento para não dar a vez, seja para o pedestre com o pé na faixa, seja para quem tenta entrar na via há minutos. O comerciante Bruno Santos trabalha na rua Santa Catarina e diz que não se acostuma com tantas cenas de selvageria. "Vejo infração o dia inteiro. As pessoas são praticamente atropeladas. O pedestre é preguiçoso e não quer andar até a faixa e o motorista é impaciente", reflete. As constantes freadas bruscas roubam a atenção do comerciante e na sua opinião a situação piorou nos últimos tempos. " Eles mudaram a faixa de lugar, agora o motorista é obrigado e parar duas vezes. Para quem está usando a faixa e para quem se arrisca na travessia da rotatória."
A gerente de restaurante Elizângela Aparecida Jerônimo caminha com atenção em meio ao trânsito. "Tem uma metade de gente mal educada, outra mais consciente. Eu sou cuidadosa e meu filho tem 22 anos e sempre orientei a respeitar as pessoas. Nunca levou multa e me orgulho". Ao mesmo tempo, numa rápida passada de olhos, a pedestre vê situações arriscadas. "Tem muito pedestre que reclama, mas é o mais folgado. Está vermelho para eles e tão passando. Não respeitam a vez do carro e nem o semáforo", desabafa.

De olho no celular, pedestre não tem direção
Enquanto usa seu smarthphone, a estudante de Designer de Interiores Denise Vitorello atravessa a via e coloca a própria vida em risco. Fora da faixa, lança-se rumo ao destino e admite à reportagem do NOSSODIA: "Sei que tenho que tomar mais cuidado e querendo ou não a gente se descuida a pé. E quando estou de moto também vejo o quanto os pedestres se descuidam". (W.V.)


Walkiria Vieira
Walkiria Vieira - O povo também não colabora e atravessa fora da faixa de pedestres
O povo também não colabora e atravessa fora da faixa de pedestres


"Aposentei a bicicleta de vez"
Na marra. Sem que fosse de sua vontade, o zelador Alcides Candido de Souza, 68 anos, desistiu de vez das pedaladas. "Ando de bicicleta desde os 12 anos, entregava roupa da tinturaria, trazia compra com a caixa plástica cheia na frente, mas agora peguei trauma". O motivo foi uma queda que provocou mais de 20 pontos na face de Souza. "Tudo por causa de uma tampa de bueiro aberta na rua Tibagi. Um risco pra todo mundo." O morador da Vila Nova ficou 15 dias de molho e agora trocou a magrela pela caminhada. "Quando chove vou pro trabalho de ônibus, mas bicicleta nunca mais. Minha sorte é que tenho imunidade e cicatrização boa. Minha bike é leve, tá zerada e já tem gente interessada em comprar ela. É cobiçada", diverte-se. Souza considera que algumas vias deixam a desejar e que a bicicleta era seu transporte favorito. (W.V.)


Ciclovias para aliviar trânsito
De acordo com dados do IPPUL, Londrina oferece 33 quilômetros de ciclovias e o transporte se mostra como alternativa de transporte mundial. "É uma obrigação do município e a legislação federal estabelece desde 2002 a prioridade ao transporte público em seu plano de mobilidade urbana. Em segundo, os transportes não mobilizados", explica, gerente de projetos viários, Cristiane Biazzono Dutra. Há projeto para implementação de ciclovia nas avenidas Duque de Caxias, Tiradentes, Francisco Gabriel Arruda, Juscelino Kubitscheck e Higienópolis, de acordo com o Instituto. (W.V.)

Respeitar ciclovias: tá na Lei
De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Transporte Urbanos, CMTU, o Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 181, classifica o estacionamento de veículos sobre ciclovias e ciclofaixas como infração de natureza grave, com perda de 5 pontos na carteira do condutor e multa de R$ 127,69. "A fiscalização é feita diariamente e podem acontecer por meio de rondas e patrulhamentos, quanto a partir de denúncias da população, através da Central de Monitoramento de Trânsito da CMTU (Coofist). A Central, que funciona de segunda a sábado no 3379-7629 (das 7h às 19h e aos sábados", informou. Sobre o incentivo ao uso de bicicletas, a Companhia reforça que a instalação de ciclovias e o incentivo ao uso da bicicleta é uma tendência mundial. "Devido aos benefícios à saúde, ao meio ambiente e ainda como alternativa de mobilidade urbana, já que se propõe a retirar das ruas os veículos normalmente utilizados para o transporte individual. Boa parte das intervenções urbanas enfrenta resistência no começo. No entanto, a médio e longo prazos, quando os benefícios começam a ser observados, há também aceitação e mudança de pensamento." A maioria das ciclofaixas de Londrina funcionam 24 horas por dia. As únicas exceções são as localizadas nas ruas Santos e Paranaguá, que estão abertas entre 7h e 19h. Após esse horário, é permitido o estacionamento de carros nestes trechos. (W.V.)


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