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Seleção brasileira - Dunga tenta se segurar no cargo

Agência Estado
31 mar 2016 às 09:27
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Os empates contra Uruguai e Paraguai, que jogaram a seleção brasileira para o sexto lugar nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, abalaram o prestígio do técnico Dunga dentro da CBF. O treinador jamais esteve tão vulnerável como agora. Ainda assim, ele deve ser mantido no comando, embora em situação delicada e com a pressão sobre os dirigentes para que mudem a comissão técnica seja grande.
O relacionamento com o atacante Neymar também é algo que tem incomodado e a mudança de comando poderia fazer todos "acordarem", além de ser uma forma de conseguir recuperar parte do apoio da torcida, perdido até mesmo no Nordeste, onde a seleção sempre gozou de muito prestígio. As vaias ao final do jogo contra o Uruguai, na Arena Pernambuco, no Recife, surpreenderam.
Outro ponto desfavorável para o treinador é o relacionamento com os jogadores. Alguns atletas não aprovam a maneira como a seleção joga e as opções táticas feitas pelo treinador. Entretanto, no grupo ninguém admite que exista qualquer complô para tentar derrubar o treinador, mas sim divergências naturais do trabalho.
Daniel Alves, um dos líderes do grupo, afirmou após o jogo contra o Paraguai que o momento não é de analisar se o jogador está contente ou não com o treinador. "Temos outra filosofia e outro estilo de jogo (no clube) e temos de nos adaptar. Não se trata de estar contente ou infeliz. Se a gente está aqui, tem de abraçar a causa, o treinador e a comissão técnica para evoluir. Se acharmos que nada presta, não sairemos do lugar".

RUSGAS
O relacionamento entre Dunga e Neymar, por exemplo, já foi mais intenso e, por conta dos últimos acontecimentos, está mais frio. Existe um consenso na CBF de que o atacante não tem se dedicado como poderia à seleção e Dunga, embora precise muito do jogador e tenha a fama de rígido, deveria exercer maior autoridade sobre o garoto.
O fato de ter sido flagrado em uma balada em Florianópolis, horas depois de ter levado um cartão amarelo evitável diante do Uruguai, que o suspendeu do jogo contra o Paraguai, é um exemplo do quanto o atacante parece estar disperso. Quando questionado sobre o assunto, Dunga desconversou e disse que não poderia cobrar de seus atletas a mesma postura que tinha quando era jogador, dando leve alfinetada no craque.


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