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- Paulo Monteiro
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Só não tem educação e nem fiscalização - Tem lixo, tem cobra e tem água parada

Paulo Monteiro
NOSSODIA
03 mar 2016 às 10:15
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Tem lixo? Tem! Tem cobra, tem também!, lamenta a comunidade do Jardim São Jorge, região norte de Londrina, que há um bom tempo convive com a falta de limpeza no bairro. A situação mais crítica fica na rua Carlos José Ferreira. Praticamente toda a extensão da via foi tomada pela sujeira. Principalmente na esquina com a rua José Marques da Silva, onde um lixão a céu aberto se formou, atrapalhando o tráfego de veículos. No local há animais mortos, aparelhos eletrônicos, móveis, podas de árvore, muito entulho e outros objetos.
Tudo junto e misturado. Devido ao forte cheiro na esquina, em busca de alimentos, muitos animais e insetos são atraídos. Ratos e até cobras. No último fim de semana, por exemplo, o NOSSODIA flagrou uma cobra na rua Carlos José Ferreira, em frente ao imóvel da dona de casa Elizere Pereira da Silva. Ela conta que o aparecimento de serpentes é comum e já não assusta mais os moradores.
"Morando perto de um lixão como esse, não tem jeito. Sempre aparecem ratos, cobras, baratas. Os bichos procuram alimentam. Todo o tipo de inseto", dispara ela. "Como há muitos objetos com água parada, provavelmente tem o mosquito da dengue (Aedes aegypti, que transmite a dengue, a chikungunya e a zika) também", acredita ela. "Nos dias de sol, o mau cheiro é muito forte e sentimos dentro de casa. Chega a dar náusea", afirma Elizere.
A moradora destaca que a limpeza do espaço não é realizada com frequência. "Eu me mudei há cerca de um ano, aproximadamente. Neste período, só presenciei trabalhadores da Prefeitura recolhendo o lixo em duas ocasiões", acrescenta.

‘Falta fiscalização, não há conscientização’
A dona de casa diz que o descarte irregular de lixo é feito, inclusive, por pessoas que não vivem no Jardim São Jorge. "Eles chegam de carriolas, de carros, caminhão e até carroças. Eles jogam lixo durante a noite, ao dia. Não se preocupam, pois não há fiscalização aqui, nem conscientização", lamenta Elizere Pereira da Silva. Pessoas flagradas descartando lixo podem sofrer penas por crime ambiental. As multas podem girar em torno de R$ 3 mil. O valor é de acordo com a gravidade do caso, a natureza do descarte, o local e a quantidade de resíduos. Em Londrina, existem cerca de 300 pontos irregulares de descarte. Em breve, os moradores da região do São Jorge poderão usar o Ponto de Entrega Voluntária (PEV) no Residencial Vista Bela, zona norte, para a entrega de resíduos de pequenos geradores: entulhos de pequenas obras, jardinagem (resíduos verdes em geral), madeira, móveis em madeira, um colchão e um sofá por pessoa no mês, dentre outros resíduos. (P.M.)

CMTU
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina) informa que a rua não possui canteiro público, mas sim um terreno grande, particular, com plantação de soja. No dia seis de janeiro a CMTU efetuou a roçagem do bairro e foi feita também a lateral de três metros a dentro deste terreno. Já sobre o descarte "crônico" irregular na área, a previsão é retornar para fazer a limpeza em até duas semanas, dependendo das condições climáticas. Para a roçagem, a programação de retornar ao bairro é em abril deste ano. A CMTU salientou que, durante a semana, está com as atividades de limpeza voltadas para a região sul de Londrina. São realizadas a roçagem das áreas públicas e as retiradas de resíduos em áreas de descarte irregular. (P.M.)


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