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O repórter Vitor Ogawa fez uma bateria de testes cardíacos - Saulo Ohara
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TESTE PARA CARDÍACO - Previna-se contra arritmias e mortes súbitas

Vitor Ogawa
Grupo Folha
11 nov 2018 às 21:34
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Estima-se que 320 mil brasileiros morrem anualmente por morte súbita e 20 milhões sofrem com algum tipo de arritmia, que é grave e necessita de acompanhamento médico. Foi para alertar sobre o problema que o 12 de novembro passou a ser o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.
Segundo o cardiologista Laércio Uemura, de Londrina, as arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo do coração. "A pessoa pode apresentar sintomas como taquicardia, palpitação, cansaço, tontura, calafrios ou até desmaios", declarou. No entanto, por vezes ela é silenciosa e a morte súbita pode ser a primeira manifestação. Elas podem ser causadas por estresse, consumo exagerado de álcool, cafeína, uso de drogas, alguns tipos de medicamentos e enfermidades como doenças do músculo cardíaco, infarto do miocárdio, hipertensão arterial, doenças da tireoide, entre outras.
A reportagem passou por um check-up no Centro do Coração de Londrina. "Para o diagnóstico de arritmia são avaliados a história clínica e os resultados dos exames de eletrocardiograma", explicou o médico. Ele apontou que o holter - uma espécie de eletrocardiograma, só que de longa duração - é indicado quando o paciente tem sintomas mais frequentes. Ele pode ficar com o paciente registrando a frequência cardíaca de 24 horas a 72 horas, dependendo do caso.
Uemura destacou que o teste ergométrico e o ecocardiograma investigam a causa da arritmia. "O ecocardiograma mede o tamanho, a função, o tamanho das cavidades cardíacas, a função das válvulas e a espessura do músculo", destacou.

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Como foi o teste
Inicialmente, a reportagem realizou o eletrocardiograma para avaliar a atividade elétrica do coração, observando, assim, o ritmo, a quantidade e a velocidade das batidas. Na sequência foi realizado um teste ergométrico, na esteira. Serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular. observando os sintomas, os comportamentos da frequência cardíaca, da pressão arterial e do eletrocardiograma antes, durante e após o esforço. Esse teste não pode ser realizado quando há suspeita de infarto agudo do miocárdio; angina do peito instável; insuficiência cardíaca descompensada; miocardite e pericardite; e deve ser evitado durante a gravidez. Outro exame importante é o ecocardiograma, que capta as ondas sonoras emitidas por todas as partes do coração. Os ecos são transformados em imagem e exibidos em um monitor, permitindo ao médico analisar todas as características do coração. Por meio dele é possível avaliar a espessura da parede do coração, se o fluxo do sangue está normal ou se há algum sopro, ou seja, quando alguma válvula cardíaca (temos quatro) está com o orifício de passagem reduzido (estenose) ou quando ela não fecha direito e deixa o sangue voltar (insuficiência). Após avaliar os exames, o especialista disse à reportagem que os resultados estavam bons e não foi constatada arritmia. A pressão arterial estava normal. O ecocardiograma apontou um pequeno sopro benigno no coração, mas ele tranquilizou informando que essa condição é congênita, está presente em 90% das pessoas e não oferece riscos. Foi constatada também uma pequena dilatação da aorta, que pode ser provocada por pressão alta ou por distúrbios do sono. Uemura pediu mais um exame para acompanhar isso. (V.O.)

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‘É uma das cardiopatias mais temidas e atinge os mais jovens’
O cardiologista Laércio Uemura explicou que em pacientes abaixo de 35 anos pode ocorrer a miocardite hipertrófica. "Às vezes, em um exame clínico, o diagnóstico passa desapercebido e pode causar a morte súbita. É uma das cardiopatias mais temidas e atinge os mais jovens", explicou. Segundo ele, existem várias doenças relacionadas ao músculo cardíaco que podem atingir os mais jovens. "Além das doenças que dilatam o coração, existem doenças do sistema elétrico dele que também causam morte súbita", apontou. Uemura que a prevenção da arritmia é a mesma de todas as doenças do coração. "É preciso fazer atividade física, controlar o peso, ter bons hábitos alimentares, aferir a pressão com frequência, controlar a diabetes, evitar cigarro e a ingestão de bebida alcoólica em excesso". Ele também apontou que existem as arritmias supra ventriculares. "O coração é dividido em quatro cavidades. Existe uma arritmia que em geral é menos grave, mas é muito associada ao AVC (acidente vascular cerebral), que é a fibrilação atrial", expôs. Esse tipo de arritmia tem várias causas e aumenta com a idade. "Como a população está envelhecendo, essa arritmia tem uma prevalência alta depois dos 65 anos. Trata-se de uma das principais causas de isquemia, pois são coágulos que se formam no coração e depois se desprendem. Ela pode ser evitada com o uso de anticoagulantes se for detectada previamente." (V.O.)

TRATAMENTO
O tratamento de arritmias pode ser realizado com medicamentos, ablação por cateter, implante de marca-passo ou do desfibrilador automático implantável. "Os batimentos normais em repouso ficam entre 60 a 100 batimentos por minuto. As frequências cardíacas acima de 100 chamamos de taquicardia. Abaixo de 60 chamamos de bradicardias. O marcapasso corrige a lentidão e é indicado nas bradicardias. O desfibrilador é para prevenir a morte súbita, detectando as arritmias mais graves ao mandar estímulo em uma frequência maior para assumir a função. Se não der certo ele dá um choque. Esse desfibrilador tem ação de marcapasso também", detalhou. Ele afirmou que os pacientes com marca passo e desfibrilador podem realizar atividades físicas, mas não é recomendável que façam atividades em que haja impacto que possa provocar danos ao equipamento. (V.O.)


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