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VIDA DURA - Passageiros sofrem esperando o ônibus

- fotos: Paulo Monteiro
Paulo Monteiro
NOSSODIA
17 mar 2016 às 09:09
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Pontos de ônibus sujos, enferrujados, com coberturas amassadas, furadas, outros sem coberturas, com postes sem pintura, sem pisos, tomados pelo mato. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos usuários do transporte coletivo na zona oeste de Londrina. Onde a espera pelo ônibus é pra lá de penosa. Muitas vezes, os passageiros entram no "busão" com os pés sujos e com a roupa molhada.
Seja em dias ensolarados, seja em noites chuvosas. Um dos piores locais para aguardar o ônibus na região fica na Avenida Soiti Tarumã, localizada aos fundo do centro de distribuição dos Correios, no Jardim Colúmbia. Realidade que o serralheiro Januário Alves vive há muitos anos. "É bem complicado aguardar o ônibus (linha 315/Colúmbia) neste ponto. Quando está sol, para não se queimar, as pessoas vão para o outro e aguardam na sombra, já que não existe uma árvore neste lado da rua", explica ele. "Quando o ônibus aponta na esquina, elas correm para atravessar a avenida a tempo, correndo riscos de serem atropeladas. Além disso, nos dias de chuva, o passageiro entra no ônibus todo molhado", relata o serralheiro.
Já no bairro vizinho, Parque Universidade, na rua Rita Cajola, os moradores sofrem com a sujeira no ponto, que não possui ao menos uma calçada. "O pessoal suja os pés sempre aqui. Quando está ensolarado na poeira, quando está chovendo, no barro. Este ponto é muito usado, principalmente no início da manhã, quando os moradores saem para trabalhar", afirma o aposentado Osório Vicente, que mora ao lado. Para diminuir o desconforto, os moradores improvisaram um banco de madeira e colocaram pedaços de pedras. Porém, não conseguiram deixar o local mais seguro. "Além de tudo, é perigoso. Atrás há um barranco. Se a pessoa desequilibrar, pode cair, rolar e só parar na rua debaixo", alerta o aposentado.
Na rua Benedito Gonçalves de Siqueira, esquina com a Avenida Maratona, entre o Jardim João Turquino e o Parque Universidade, na mesma zona oeste, o mato está tão alto em volta que encobre o ponto de ônibus. No lugar, os usuários reclamam da quantidade de insetos e baratas que saem da vegetação. As ruas mencionadas na reportagem também não possuem sinalização horizontal (pintura asfáltica) e nem vertical (placas) próximo aos pontos, que deveriam orientar os condutores sobre a distância que devem deixar para não dificultar o estacionamento dos ônibus e o acesso dos passageiros.

Abrigo padrão
Na Gleba Palhano, está sendo testado o novo abrigo para o projeto do Superbus
Na Gleba Palhano, está sendo testado o novo abrigo para o projeto do Superbus

A situação é bem diferente na Gleba Palhano, na mesma região. Em frente a um shopping, na Avenida Ayrton Senna, a Prefeitura começou a testar o primeiro abrigo (ponto) de ônibus instalado para o projeto do Superbus. O novo módulo é um protótipo, que será utilizado, posteriormente, nas obras do novo sistema de transporte urbano de Londrina.
Segundo divulgação da Prefeitura, a estrutura do abrigo na Gleba Palhano está praticamente pronta, com cobertura térmica, vidros e piso tátil. O módulo foi instalado pelo shopping, após negociação com o município, sendo uma contrapartida decorrente de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Trata-se de uma medida de apoio à mobilidade urbana para mitigação de impacto, uma vez que o shopping é considerado um gerador de tráfego na região. Os módulos definitivos serão complementados com uma lixeira, adesivos de orientação com a rede de ônibus da cidade e as linhas que passam pelo local. Alguns dos pontos serão equipados com painel eletrônico. (P.M.)

No ponto entre o parque Universidade e o João Turquino o mato impera
No ponto entre o parque Universidade e o João Turquino o mato impera

CMTU responde
A assessoria de comunicação da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina), após ouvir a diretoria de transportes, informou que no ano de 2015 foram adquiridos e instalados cerca de 250 pontos de ônibus com cobertura e banco, em diferentes regiões da cidade. A CMTU implantou também mais 50 pontos cobertos, totalizando 300. Já em 2016, de acordo com assessoria, foram 50 novos pontos com cobertura e banco. Assim como mais 15 pontos cobertos, todos em substituição aos pontos palitos.
Sobre a região oeste, em especial, foram atendidos os bairros Bandeirantes, Tókio, Messiânico, entre outros. Em relação aos casos citados na matéria, eles deverão ser atendidos até o dia 22 de março, exceto pelas condições climáticas, as quais interferem na programação. A assessoria concluiu divulgando que vários pontos estão sendo revitalizados na cidade (reparos, pintura, instalação de bancos e melhorias no calçamento). Somente neste ano, mais de 80 pontos foram revitalizados. O contato com a CMTU para atendimento rápido é 3379-7900, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. (P.M.)


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