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Crânio de Cristal: Indiana Jones ficaria frustrado

France Presse
31 dez 1969 às 21:33
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A escultura de cristal asteca conhecida como "Crânio de Paris" e pertencente à coleção do Museu de Quai Branly é uma falsificação realizada no século XIX, informaram cientistas, o que faz com que o diretor Steven Spielberg possa ter enviado Indiana Jones em busca de uma relíquia falsa.

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Em 2007, o Museu de Quai Branly encarregou o Centro de Pesquisas dos Museus da França de analisar a peça, cuja autenticidade é questionada há tempos.

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A conclusão dos cientistas é de que se trata de uma criação da segunda metade do século XIX.


"A peça não é pré-colombiana, com certeza, apresenta indícios de abrasão realizados com ferramentas modernas", afirmaram Thomas Calligaro e Yvan Coquinot, do Centro de Pesquisas.


Ao ser analisada mediante um acelerador de partículas,observa-se nela uma "película hidratada" (camada de água que penetrou no quartzo), que data do século XIX.

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Coincidindo com a estréia do filme "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull" (Indiana Jones e o reino do Crânio de Cristal), que será apresentada em maio no Festival de Cannes, o Museu de Quai Branly vai expor a peça a partir de 20 de maio, deixando claro que ainda não se sabe com certeza se é uma falsificação.


O Crânio de Paris, escultura de quartzo de grande pureza, com 11 cm de altura e 2,5 kg de peso, é uma das doze peças do mesmo tipo que se encontram espalhadas pelo mundo.


Esses crânios de cristal apareceram no mercado de arte europeu no século XIX, apresentados como esculturas pré-colombinas, e provocaram uma curiosidade e um fascínio sem precedentes no mundo da arqueologia.


No total seriam doze em todo o mundo, o que falta saber é se a nova aventura de Indiana Jones não diz respeito à caveira de número 13, que existiria, segundo a lenda, e que, de acordo com o quarto filme da célebre saga de Spielberg, estaria mantida guardada sob sete chaves.


Ainda de acordo com a lenda, os 12 crânios corresponderiam aos 12 mundos habitados com vida humana. Os Itzas, vindos da Atlântida, os trouxeram à Terra e os entregaram aos homens, junto com seus conhecimentos.


No entanto, a Terra, o mais jovem dos mundos habitados por humanos, também teria um crânio, o décimo terceiro. Todos eles foram guardados em uma pirâmide sucessivamente pelos olmecas, maias e aztecas.


Estes teriam sido responsáveis, segundo a lenda, pela disseminação. A lenda afirma ainda que, caso reunidas, as 13 caveiras teriam poderes maravilhosos, inclusive o de parar o mundo, se alinhadas no último dia do calendário maia, em 12 de dezembro.

A peça em questão teria sido fabricada no sul da Alemanha entre 1867 e 1886 utilizando cristal de rocha brasileiro.


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