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No calor da lenha

20 jul 2017 às 14:37

Uma mão destramela a porta, na outra mão a luz do lampião adentra a grande cozinha reluzindo no chão de vermelhão muito limpo.
No canto oposto ainda resta uma brasinha muito tímida na fornalha do fogão, lenha seca e boa que por ali queimou lentamente a noite toda e que agora vai renascer com um pouco de palha e varas secas.
A fumaça fica mais intensa e sobe com o calor que faz pingar as linguiças e as costelas de porco levemente salgadas que descansam, maturam e pegam sabor penduradas sobre o fogão.
O galo canta pela primeira vez, é a lua quem domina o céu e ainda falta um bom tempo pro sol aparecer.
O fogo já estrala e chapisca aquecendo a chapa de ferro fundido que rapidamente é limpa e escovada para em seguida serem ajeitadas a panela com água e a panela com banha, e tudo vai aquecendo...
Tum, tum, tum, no pilão o milho é quebrado até virar canjiquinha. Neste tempo a água ferve e a banha aquece no cantinho do fogão.
Temperos na banha, cebola, alho, urucum e em seguida a canjiquinha. Tudo muito bem mexido. A faca escura de uso mas com o fio reluzente passa pelas costelinhas separando alguns pedaços que são colocados com a canjiquinha e muito bem refogados, agora é água para cozinhar e panela que tampada vai mais ao fundo do fogão pra cozinhar sem queimar.
Agora o sol já pinta o horizonte avermelhado.
Enxadas, peneiras, garrafas com café e muita coragem pra muito trabalho.
Lá pelas dez, a fome aperta. Corpo encostado num grande tronco aproveitando a sombra, do embornal sai a marmita, e na marmita o almoço se apresenta; Canjiquinha de milho com costelinha defumada.
Sabor na boca, força nos braços e alegria na alma.

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