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Quem é o Culpado?

Flávio Moura
28 mar 2012 às 10:41
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As empresas estão continuamente buscando melhores resultados, e nesse processo acabam por cometer vários erros que podem e devem servir de aprendizado para futuras ações organizacionais. Porém, tenho observado que nem sempre as coisas acontecem dessa forma, muitas organizações persistem nos erros e ainda passam muito tempo questionando de quem é a culpa em vez de buscarem soluções e/ou aprenderem com o ocorrido.

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Normalmente uma operação mal planejada e realizada gera retrabalho, desperdício e altos custos, mas a primeira pergunta que sempre surge é: quem foi? Será que buscar um culpado é realmente o ponto chave da questão? O foco não deveria ser identificar os motivos que levaram às falhas ou o conjunto de ações corretivo-preventivas que podem eliminar o problema e evitar que isso volte a ocorrer?

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Certa vez, em uma conversa informal, ouvi de um colaborador o seguinte discurso: "Existem dois tipos de problemas, os que são meus e os que não são meus", ou seja, se eu não for culpado, não tenho que me preocupar. Será que esse tipo de comportamento não reflete um posicionamento enraizado pela própria organização?


Acredito que culpar ou demitir alguém nem sempre evitará que o erro volte a ocorrer, visto que na maioria das vezes, a substituição de um colaborador não elimina o risco de falhas no processo. É claro que o colaborador deve estar preparado para executar corretamente suas atividades, caso contrário o erro passa a ser o de permitir que alguém sem a qualificação necessária exerça tais funções.

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Gerenciar mal um processo pode levar a resultados negativos, prejuízos para os clientes, riscos à vida e ao meio ambiente, comprometer o desempenho de todo o sistema e ser crítico para a execução da estratégia organizacional. Acredito que esses fatores já justifiquem a necessidade de um planejamento mais elaborado.


As falhas podem ser controladas até certo ponto, mas pensar que é possível acertar sempre não é uma visão muito realista, pois uma coisa é certa, o futuro continuará a nos surpreender. Não basta estabelecer um cenário ideal voltado somente à teoria, é preciso dar mais foco na solução, não somente no problema.


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