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Fique atento aos sintomas de doenças cardíacas nos pets

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
09 out 2019 às 09:05

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Reprodução/Pixabay
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Como está o coraçãozinho do seu pet? Firme e forte? Como os peludos dependem dos tutores para esses cuidados, é importante planejar pelo menos duas consultas anuais com o veterinário para check-ups cardíacos. A chance de cura e o sucesso do tratamentos são sempre maiores quando as doenças são diagnosticadas logo no início.

Algumas raças de cães e gatos têm características genéticas mais propensas ao desenvolvimento de doenças cardíacas, mas o avanço da idade é um fator que generaliza o risco.

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"A doença cardíaca mais comum, e que ocorre com mais frequência, é a endocardiose valvar mitral, que é uma doença causada por degeneração da válvula mitral e que surge justamente quando os bichinhos vão ganhando mais idade", explica Luciane Martins Neves, cardiologista veterinária e coordenadora da equipe que atende cardiologia na Petz/Seres.


Raças de pequeno porte como Poodle, Maltês, Cavalier King Charlie Spaniel e Dachshund sofrem mais de degeneração da válvula mitral, mas a endocardiose pode afetar todas as raças quando os animais ficam idosos.


Cães de raças grandes como Golden, Labrador, Pastor Alemão, Boxer, Doberman, Terra-Nova costumam desenvolver arritmia e cardiomiopatia dilatada. O músculo cardíaco sofre alteração e o ventrículo tem prejuízo na função sistólica devido à dilatação. A cardiomiopatia dilatada também é uma alteração que pode afetar gatos.


A doença é grave e, em muitos casos, há morte súbita do animal. Por isso a importância de consultas periódicas com médicos veterinários, que, conhecendo o comportamento e características do pet, podem perceber alterações e indicar exames para diagnósticos precoces.


Nos felinos a cardiomiopatia mais comum é a chamada hipertrófica. O ventrículo se enrijece e o coração perde capacidade no bombeamento de sangue, comprometendo toda a oxigenação do organismo.


Os gatos também podem apresentar doenças cardíacas por predisposição de raça e mutação genética familiar, como no caso do Maine Coon, e desenvolver doenças cardíacas primárias.


Sintomas - Desconfie se o pet começar a dar sinais de cansaço excessivo e falta de ar. Como as doenças cardíacas provocam o enfraquecimento do músculo do coração, o animal pode sofrer arritmias e desmaios. Em alguns casos, também, a cor da língua dos bichinhos assume tons azulados ou arroxeados.


Por se tratar de doenças crônicas, os tratamentos variam de acordo com os estágios. "Não há cura para a maioria dos casos de cardiopatia, mas existem tratamentos que, se seguidos corretamente, melhoram muito a sobrevida e aumentam a longevidade do animal", informa Luciane.


Outra doença que acomete o sistema cardiovascular de animais, bastante frequente hoje em dia, é a dirofilariose. Essa nada tem a ver com idade ou raças. A dirofilariose é causada por uma larva microscópica transmitida por mosquitos. A larva viaja na corrente sanguínea e costuma escolher o coração do animal para habitar e crescer.


"A maioria dos casos de dirofilariose é registrada em cidades litorâneas, mas já foram feitos diagnósticos também em centros urbanos. Conseguimos tratar com uma combinação de medicamentos e perseverança. O tratamento quase sempre é demorado. Então, se você vai passear com seu pet em cidades praianas comunique e converse sobre isso com um veterinário. Podemos prevenir a doença com medicamentos administrados sob via oral. Também existem coleiras no mercado que funcionam como uma espécie de repelentes e afastam os mosquitos transmissores", orienta a cardiologista veterinária.


Para um diagnóstico precoce que pode levar ao sucesso do tratamento, os tutores devem ficar atentos aos sinais das doenças cardíacas, tais como: intolerância a exercícios, tosse, cansaço fácil, apatia, prostração, falta de conforto em algumas posições, cianose (coloração azulada da língua) e desmaios.

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Mesmo com o avanço da idade e com a predisposição de algumas raças caninas e felinas, é possível prevenir as doenças cardíacas no bichinho com passos simples, como: realize check-ups de seis em seis mês; ofereça ao pet uma alimentação equilibrada; evite a obesidade, já que esse é um fator de risco; mantenha a saúde oral do bichinho, com cuidados e escovação frequentes; no caso da dirofilariose, aplique a medicação (que funciona como uma vacina) todos os anos; não esqueça de administrar o vermífugo anualmente; enriqueça o ambiente do pet com brinquedos que o estimulem a brincar e a desestressar; passei frequentemente com o animal e conheça bem a raça do cão ou do gato para saber sobre possíveis riscos relacionados às predisposições genéticas.


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