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O que é dirofilariose e como o verme do coração pode afetar seu cachorro

Antes de viajar com o pet é preciso tomar alguns cuidados. Se o passeio for para a praia, a preocupação é a dirofilariose, doença silenciosa conhecida como verme do coração.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Comum nas regiões litorâneas, a dirofilariose canina vem se espalhando pelo país. O tratamento não é simples e nem sempre dá resultado. Entretanto, a doença pode ser evitada com medicamentos preventivos.

Ela é transmitida por mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. Enquanto se alimentam, contaminam o animal com as larvas, que migram pelos tecidos do corpo em direção ao coração e artérias pulmonares. Ali, os vermes se tornam adultos e podem atingir até 30 cm de comprimento, segundo Renato Costa, do hospital veterinário Animalia, no Rio de Janeiro.

O tutor pode demorar a descobrir que o pet está doente. Isso porque os sintomas - como perda de peso, tosse, dificuldade para respirar e cansaço ao fazer atividades - só aparecem depois de alguns meses da infecção.

O diagnóstico deve ser feito por meio de exames complementares, mas, sem o tratamento a tempo, o cachorro pode sofrer insuficiência cardíaca e morrer.

Gatos também podem ser afetados. Segundo Costa, embora felinos tenham menos chances de contrair a doença, são mais frágeis - e, com isso, morrem rapidamente.

De acordo com a veterinária Carla Berl, fundadora da rede Pet Care, o cuidado deve ser mantido o ano todo e não apenas durante o verão, quando as famílias vão mais para a praia ou áreas com matas e lagos - que tendem a concentrar mais mosquitos.

A especialista afirma que cabe ao tutor estabelecer com o veterinário a melhor forma de prevenção: comprimidos mensais, aplicação de produto sobre a pele ou injeção que protege por um ano. Coleiras que servem como repelentes também ajudam a manter o mosquito afastado.

O controle contra a doença deve ser contínuo, especialmente para animais que vivem em áreas litorâneas. No caso de passeios de férias ou finais de semana, o medicamento pode ser administrado mais pontualmente: antes e depois da viagem. Por isso, o veterinário deve ser consultado com antecedência, para orientar quantidade e produto corretos.
Lívia Marra - Folhapress
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