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Saiba quais são os cuidados necessários na hora da tosa do pet

Tosar o cachorro é uma forma para aliviar o calor, mas pode não ser uma boa ideia para todas as raças. Pelo é proteção e funciona como uma espécie de isolante térmico para alguns animais. Especialistas não recomendam tosas muito curtas, especialmente quando o cachorro fica exposto ao sol.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Para Andrea Soares Simões, consultora técnica do Centro de Estética da Petz (rede de pet shops), o ideal é manter ao menos uma espessura de um a dois centímetros, dependendo da raça. Segundo ela, o animal pode estranhar se ficar sem todo o pelo de uma só vez e sofrer mudanças de comportamento. "Alguns se sentem envergonhados e se escondem. Vale ressaltar que, em casos assim, devemos atuar sempre atenciosamente, dizendo que estão lindos." Além disso, muitos animais são alérgicos à tosa na máquina, afirma a veterinária Juliana Didiano, da SPet, clínica parceira da Cobasi. De acordo com ela, a tosa na tesoura é uma alternativa para chegar ao comprimento desejado e evitar que a lâmina toque muito a pele.

Quando tosar?

Diferentemente dos humanos, os cães não transpiram por todo o corpo, mas perdem calor pela respiração. Como reflexo dos dias quentes, podem ficar mais quietos, ofegantes e intolerantes ao exercício. Se o tutor perceber que o pelo é fator de incômodo, deve recorrer à tosa.

O corte também deve ser feito quando a pelagem atrapalha os movimentos, a visão e a higiene. Ou quando há nós. A frequência da tosa depende da raça e do tipo de pelo. Segundo Andrea, cães com pelagem como poodle e bichon devem fazer a manutenção de 45 a 60 dias, dependendo do crescimento do fio. Já cachorros de pelagem lisa variam de 60 a 90 dias, de acordo com a altura que o tutor preferir.

Corte em cães de pelagem dupla pode causar queda

A tosa deve ser evitada em cães com pelagem dupla, como chow chow, akita e spitz. O pelo, para eles, funciona como proteção, e o corte pode desencadear uma alopecia pós-tosa. Ou seja, pode não nascer de novo.

"Existem maneiras de fazer a manutenção do pelo de forma específica para cada raça", afirma Andrea Simões, consultora técnica da Petz. Mas é importante que seja feita a escovação e a manutenção do subpelo. O chow chow Koda e a samoieda Angel sabem bem como isso funciona. Os irmãos peludinhos têm dois anos, moram na cidade de São Paulo e ficam menos ativos nos dias mais quentes. "Costumam dormir o dia todo num lugar fresquinho", diz a tutora, Beatriz Gonçalo Novais, 21 anos. Segundo ela, apesar de muito peludos, eles sentem calor "como qualquer outro cão".

Para amenizar, a tutora diz que mantém à disposição água sempre fresca, deixa ventiladores, diminui a atividade física e faz sorvetinhos. Beatriz também aumenta a escovação. "Faço o possível para escovar um pouco todos os dias", afirma. Usar produtos adequados no banho e hidratações que protegem pelo e pele são outras recomendações.
Lívia Marra - Folhapress
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