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Saiba quais são os primeiros cuidados após o resgate de um pet

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
12 set 2019 às 17:39

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O mercado de pets no Brasil cresce ano a ano. Prova disso é o número de animais: segundo um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país possui a segunda maior população de cães do mundo, o que representa 52 milhões de animais. Entretanto, é estimado que cerca de 10% desses pets estão abandonados. Em meio a esse cenário e a diversas campanhas de conscientização, o número de animais resgatados da rua tem aumentado. Entretanto, quais devem ser os primeiros passos ao resgatar um pet?

A primeira coisa a se fazer é avaliar o comportamento do animal e não forçar uma aproximação caso ele esteja assustado ou com medo. Verifique se o pet possui algum tipo de identificação. Se o tiver, o tutor anterior deve ser contatado.

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Caso não haja identificação, leve-o o quanto antes a um médico veterinário de confiança, que fará uma avaliação mais completa do estado de saúde do animal. Se não for possível levá-lo imediatamente após o resgate, forneça alimento e água e observe se o pet tem algum tipo de trauma no corpo.


De acordo com Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico Pet MSD Saúde Animal, em um primeiro momento o animal não deve ser integrado aos outros pets da casa, para evitar o contágio de doenças ou de parasitas externos, como pulgas e carrapatos, comuns em animais que vivem na rua.


Outro cuidado importante com esses animais se refere ao transporte até a sua casa ou ao veterinário. Como muitas vezes os cães e gatos de rua são vítimas de maus tratos, eles podem se mostrar ariscos e pouco amigáveis para entrar em um carro, por exemplo. Por isso, é importante que o seu tempo seja respeitado. Não o force e tente ganhar a sua confiança com a ajuda de petiscos. Se o animal estiver muito ferido, o melhor a fazer é contatar um especialista para avaliar a melhor forma de transportá-lo.


"Vale sempre ressaltar que é preciso ter responsabilidade com essa decisão, já que um pet requer atenção e cuidados por um longo período de tempo", afirma o especialista, que complementa: "a adoção de um pet é realmente um ato de amor. Vejo que os animais resgatados têm muitas vezes um sentimento de gratidão com seus tutores".


O especialista listou ainda outros cuidados que o pet vai necessitar durante o acolhimento em uma casa ou apartamento:


Manter as vacinas em dia - o animal deve ser imunizado com todas as vacinas indicadas pelo médico veterinário;


Vermifugação - o veterinário deve apontar qual o melhor vermífugo a ser administrado no pet. "É importante que o pet seja vermifugado para evitar carências nutricionais e o desenvolvimento de problemas de saúde mais graves", alerta Barboza;


Castração - se o animal estiver em bom estado de saúde, a castração é um processo indicado para evitar crias indesejadas, o que ajuda no controle populacional;

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Cuidados com a alimentação - enquanto nas ruas, os pets geralmente se habituam a consumir alimentos não processados, como restos de comida. Por isso, é importante que o animal passe por uma transição gradual até que se estabeleça um cardápio formado completamente por ração.


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