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Veja dicas de como educar seu pet rebelde com amor e paciência

Aos donos de cães rebeldes, um bálsamo: é possível tornar os mascotes mais sociáveis apenas com pequenos ajustes na rotina, desde que haja paciência. Quem garante são profissionais da área animal, que dão dicas para domesticá-los.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Segundo os especialistas, basta seguir a técnica correta e ter força de vontade, não importando a raça nem o tamanho do cachorro. Cristiani Mendes, coproprietária da empresa Happy Doggo Adestramento, esclarece que o que muda de uma raça para outra é apenas o nível de energia do bicho - por isso, é bom considerar seu estilo de vida ao tentar adequá-lo.

"Uma pessoa que quer começar a adestrar seu próprio cachorrinho deve respeitar as limitações físicas e mentais dele. E socializá-lo assim que ele terminar o ciclo de vacinas", aconselha. Juliana Gumieri, veterinária da Droga VET, reforça que um animal bem treinado costuma apresentar evoluções clínicas. "O adestramento estimula o raciocínio do cão, é algo importante e fundamental", diz.

Entre dicas práticas, ela reforça o conceito de reforço positivo - que, a grosso modo, é estimular o bicho com recompensa. "Sempre que tocar a campainha, por exemplo, faça-o sentar e aplique o método, dando petisco ou oferecendo carinho após a ação. Durante o aprendizado, nem sempre isso dá certo. É necessário, portanto, ter muita paciência e dedicação", orienta.

O paulistano Rubens Kierski, 33 anos, era adolescente quando teve de lidar com um problema em casa: um nada fácil teckel (salsichinha). "Era o Rex, um cachorro totalmente desequilibrado. Todos em casa tomamos mordidas sérias dele, a ponto de meu pai ter de passar por cirurgia na perna ferida e minha irmã quase adiar o casamento. Ela ficou uma semana no hospital após o animal abocanhar o pé dela, que infeccionou."

Com a ajuda de um amigo adestrador, Kierski começou a adotar ações em casa para abrandar Rex. E, após outras experiências informais, especializou-se na área. Em 2016, deixou a vida de corretor para se dedicar a treinar cães. "Dá para ensinar em casa, se houver dedicação e compromisso do dono. Meu conselho é: imponha regras, como horários para comer, passear e brincar", diz ele, que sempre teve animais e hoje cuida do buldogue francês Bart.

A adestradora Cristiani chama a atenção, apenas, para erros comuns que devem ser evitados por quem se arriscar na tarefa. "O maior é se frustrar e punir o animal, seja verbalmente, como com gritos, ou com violência e castigo. Isso é muito nocivo e prejudica muito a autoconfiança e segurança do bicho. Ele fica arredio." Se o cão for idoso, a dica é respeitar seu ritmo. "Ele aprende mais devagar. Truques mais elaborados, portanto, podem representar um grande desafio para ele", diz.

Cães aprendem fácil, diz Dr. Pet

Antes de ensinar comandos a um cachorro, a fim de domesticá-lo, é preciso compreender que ele tem grande capacidade de aprendizado, introduz Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal. Conhecido na TV como Dr. Pet, o profissional completa que apenas de observar pessoas e situações do dia a dia os bichos já são capazes de perceber o que funciona para eles.

Se a ideia for corrigir um comportamento inadequado, portanto, é preciso reverter conexões e associações já estabelecidas por eles. "Um cão que ganha comida após latir demais para comer entende que é latindo que ele consegue atingir os seus objetivos", explica Pet. "Se for preciso lidar com esse comportamento do animal, então, a primeira medida a ser adotada pelos tutores deve ser não oferecer o que o cão pedir quando ele latir, mas somente quando estiver tranquilo", completa. O mesmo vale a mascotes que têm o hábito de pular nas pessoas. "Se houver interação, eles continuarão fazendo isso. O indicado é só brincar com o cão quando ele estiver com todas as patas no chão."

Ensinar a sentar é o primeiro passo

O caminho mais simples para começar a domesticar um cão é ensiná-lo a sentar, diz a adestradora Cristiani Mendes. "É um comando importantíssimo de obediência, que facilita a vida do tutor." Ela lembra, ainda, que para deixar o cão sociável é preciso passear com ele. "Mantê-los dentro de casa, principalmente nos primeiros meses de vida, gera problemas futuros."

Mas o filhote deve ter contato com cães vacinados e mansos, para experiência positiva. É preciso compreender, ainda, suas necessidades. "Se ele late muito, não está sendo malcriado, mas liberando energia pelo latido. Algo falta para descarregá-la, como exercícios ou brinquedos adequados." Para Cristiani, o cão propriamente treinado e educado com amor, paciência e técnica é mais calmo e confiante.

"E suas atitudes impulsivas (como morder) caem drasticamente. Ele não latirá tanto, não será autodestrutivo e terá mais qualidade de vida." Se o cão com dificuldade de convivência for adulto, é recomendado o acompanhamento de um adestrador de metodologia positiva. "Principalmente, se o cão não foi bem socializado na infância. A falta de experiência, manejo e técnica do tutor, neste caso, pode piorar o quadro do animal."
Leonardo Volpato - Folhapress
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