29/11/20
Atinge cerca de 30 mil pessoas

Esclerose múltipla acelera até 5 vezes a perda de massa cerebral

Doença que atingirá personagem de Alexandre Nero em "A Regra do Jogo" atinge cerca de 30 mil pessoas no Brasil

Perda de volume cerebral em pessoas saudáveis ocorre conforme o envelhecimento, porém, entre os pacientes com EM, essa redução acontece de 3 a 5 vezes mais rápida.

Divulgação
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A esclerose múltipla (EM), doença que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, será retratada na nova novela da Rede Globo, A Regra do Jogo. O personagem do ator protagonista Alexandre Nero será diagnosticado com a doença, que é responsável, entre outros fatores, pela redução do volume do cérebro, também conhecida como atrofia cerebral.

Essa condição pode estar associada à perda de funções físicas (como o andar) e cognitivas (de memória), bem como predizer a progressão da incapacidade de um paciente ao longo do tempo.

Em pessoas saudáveis, a atrofia cerebral (perda de volume cerebral) ocorre conforme o envelhecimento, porém, entre os pacientes com EM essa redução acontece de 3 a 5 vezes mais rápida.

Os sintomas mais frequentes da doença são perda visual, fadiga, formigamento, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, incontinência urinária e problemas sexuais. No papel de Romero Rômulo, o protagonista da trama recebe o diagnóstico de esclerose múltipla, após uma série de indícios durante uma relação sexual.

Ao contrário do que se acredita, a doença atinge pessoas jovens, e especialmente mulheres com idade entre 20 e 40 anos No Brasil, mais de 30 mil pessoas têm a doença, segundo o Ministério da Saúde. Esse total equivale a 18 casos por 100 mil habitantes.

A EM é uma doença neurológica, crônica e autoimune, em que as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e na medula espinhal. O diagnóstico é clínico e deve ser complementado por ressonância magnética. A causa da doença ainda é desconhecida, mas já se sabe que há um componente hereditário.

A EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, possibilitando uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Estudos recentes incluíram a atrofia cerebral como uma importante métrica de acompanhamento da evolução da doença, além do habitual acompanhamento de surtos, lesões na ressonância magnética e progressão da incapacidade. Quando essas quatro métricas são impactadas pelo tratamento, é considerado um estado de "nenhuma evidência de atividade de doença".
Redação Bonde com assessoria de imprensa
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