11/05/21
PUBLICIDADE
Cuidado!

Pandemia é 'sinal amarelo' para risco de automedicação

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Desde a chegada da pandemia do coronavírus ao Brasil, muito tem se falado sobre os métodos de tratamento da doença. Por ser um vírus novo, as formas de tratamento e prevenção não eram conhecidas.


Com estudos preliminares com dados de medicamentos indicados sendo lançados, a população aderiu às substâncias, mesmo depois que outras pesquisas comprovaram a ineficiência do remédio.

Contudo, esse costume não é atual, pois o brasileiro possui o hábito de usar medicamentos sem qualquer prescrição médica. De acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina), 77% da população ingere remédios sem nunca ter feito consultas sobre seu estado de saúde com profissionais da área.

"Muitas pessoas já têm um remédio que julgam ser o certo para cada tipo de sintoma que aparece. Uma dor de garganta, uma tosse ou uma dor de cabeça são sintomas clássicos para fazer uso de medicação sem qualquer tipo de prescrição. Com a Covid-19, o sinal ficou amarelo para a automedicação, com remédios que sequer respondem, cientificamente, para um bloqueio na evolução da doença. Esse é um problema gravíssimo”, explica o cirurgião vascular Francisco Simi.

Especificamente com o coronavírus, a necessidade de mudança das rotinas, restrições ao que era comum e uma forte polarização política parecem ter agravado esse comportamento da população brasileira.

Em abril, os presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, fizeram pronunciamentos inflamados sobre a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

Desta forma, houve uma busca desenfreada pelo medicamento – usado para tratar malária e lúpus – para conseguir se prevenir ou extinguir os sintomas do vírus. No entanto, o comportamento persiste mesmo depois de comprovada a ineficiência.

Além disso, a ivermectina – originalmente usada no tratamento de piolhos, pulgas e sarna – também passou a ser indicada depois de ter um resultado positivo ao Sars-Cov-2 in vitro. Em humanos, não se sabe qual é a eficácia.

Com a alta do consumo desses medicamentos, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alterou as regras para a compra dos medicamentos, fazendo com que as receitas sejam necessárias.

A RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 405/2020, publicada no dia 23 de julho, no Diário Oficial da União, estabelece que o paciente é obrigado a apresentar as duas vias da receita médica, e a primeira fica retida na farmácia. Cada receita é válida por 30 dias, a partir da data de emissão, em todo o território nacional e poderá ser utilizada apenas uma vez. A medida apenas será revogada ao final da situação de emergência pública.

"O regulamento unificou as regras de controle específicas para a prescrição da cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina", afirma a Anvisa em nota. "A norma tem por objetivo coibir a compra indiscriminada desses medicamentos, que têm sido amplamente divulgados."

Riscos da automedicação

O uso incorreto de remédios pode acarretar em graves efeitos colaterais. Há situações, inclusive, em que as substâncias ingeridas agravam os efeitos da doença que se tenta tratar.

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Virologia de Wuhan, na China, epicentro inicial do surto de coronavírus, apontou que uma dose de 2 gramas de cloroquina – o dobro do indicado no tratamento – tomada sem supervisão médica tem potencial para matar um adulto.

No caso dos antibióticos pode ser ainda mais grave. "O uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microrganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos, tornando-se necessário o consumo de medicamentos cada vez mais fortes e tóxicos para tratar infecções relativamente simples”, salienta Sérgio Brodt, chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento.

Sendo assim, antes de se automedicar, é importante ir ao médico. Com as indicações e informações proporcionadas por eles, os profissionais da faculdade de Farmácia fornecerão os remédios necessários.
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
PUBLICIDADE
Continue lendo
Entenda

São Paulo suspende vacinação em grávidas com doses da Oxford/AstraZeneca

11 MAI 2021 às 10h20
Covid-19

Variante do coronavírus encontrada na Índia é de 'preocupação global', diz OMS

11 MAI 2021 às 09h46
Pandemia

Brasil registra 1.018 mortes por Covid e mais de 31 mil casos da doença em 24 h

11 MAI 2021 às 09h20
Imunização contra Covid

País precisa ampliar produção de vacinas e buscar novos fornecedores, dizem pesquisadores

11 MAI 2021 às 08h51
Boletim diário

Maringá registra 42 novos casos e uma morte por Covid-19

11 MAI 2021 às 08h04
Saiba mais

Covid-19: Maringá vacina pessoas com comorbidades nesta terça

11 MAI 2021 às 07h51
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados