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A remo

Brasileiro cruzará o Oceano Atlântico para financiar pesquisas sobre câncer

Agência Brasil
27 jul 2014 às 16:37
- Reprodução
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O caso de um grande amigo diagnosticado, em 2005, com osteossarcoma (tumor maligno dos ossos) inspirou o advogado e remador Caetano Penna Franco Altafin Rodrigues da Cunha a se aventurar e contribuir para ajudar no financiamento às pesquisas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into).

Caetano Cunha, também conhecido como Caê, decidiu atravessar a remo o Oceano Atlântico, com o objetivo de ajudar as pesquisas do Into sobre esse tipo de tumor. Para isso, ele lançou a campanha na internet "Remacaê – Ajude o Caê a Cruzar o Atlântico", com a finalidade de reunir patrocinadores. Para cada R$ 1 coletado, R$ 0,50 serão destinados ao instituto, vinculado ao Ministério da Saúde.

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O instituto iniciou as pesquisas com células-tronco tumorais em pacientes com diagnóstico de osteossarcoma em agosto de 2012. "Descobri essa pesquisa que o Into está desenvolvendo, tentando aprimorar e individualizar o tratamento de pacientes diagnosticados com osteossarcoma, me apaixonei pela causa e resolvi abraçar o projeto", disse Caê que perdeu o amigo para a doença em 2006.

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A travessia no Atlântico será feita com uma equipe de oito remadores em um barco feito de fibra de carbono, mesma tecnologia utilizada em carros de Fórmula 1, para trazer segurança à aventura.

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A equipe ficará de 30 a 33 dias no mar. Cada atleta remará com intervalo de duas horas. A partida está prevista para 10 de dezembro, nas Ilhas Canárias, na costa africana. A confirmação da data dependerá das condições climáticas. Como a equipe também tem o objetivo de bater o recorde e entrar para o Guiness Book, a viagem será desassistida, isto é, não haverá barcos de acompanhamento.


O chefe do Centro de Oncologia Ortopédica do Into, Walter Meohas, disse à Agência Brasil que a pesquisa com células-tronco avalia a resposta da quimioterapia de pacientes portadores de osteossarcoma. "A pesquisa está na fase inicial", destacou Meohas, que é coordenador do estudo. O estudo foi feito com 12 pacientes já operados. Para que a resposta seja mais fidedigna, é preciso elevar esse número para 40, informou o médico.

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O objetivo da pesquisa é identificar o motivo de casos clínicos iguais terem respostas diferentes na quimioterapia e saber se existe alguma condição genética que faz com que essa resposta seja modificada com a mesma droga. Isso permitirá aos pesquisadores programar, no futuro, um tratamento oncológico individualizado para cada paciente.


Esse tipo de câncer atinge pessoas de todas as idades, mas a maior incidência é em crianças. O índice de mortalidade é elevado. Cerca de 50% a 60% dos doentes com osteossarcoma morrem em cinco anos. "É altamente agressivo", disse Meohas que considerou a campanha do remador muito importante. "A pesquisa é cara e longa", destacou.


Atualmente, a maior parte do material utilizado é comprada pelo governo. Quanto mais recursos forem dirigidos à pesquisa, "mais facilidades de material a gente vai ter e menos restrições", disse o pesquisador que estimou que mais de 30 pacientes aguardam no Into para serem operados.

De acordo com o Into, o tumor atinge ossos das pernas, dos braços e da coluna e o tratamento envolve grandes procedimentos cirúrgicos. Em 27% dos casos é necessária a amputação ou a substituição do membro por prótese ou enxerto ósseo.


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