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Butantan entrega 7,3 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde

Everton Lopes Batista- Folhapress
19 mar 2021 às 10:30

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Pixabay
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O Instituto Butantan entregou, nesta sexta-feira (19), ao Ministério da Saúde 2 milhões de doses da vacina Coronavac, usada contra o coronavírus Sars-CoV-2. Somente nesta semana, foram 7,3 milhões de unidades do imunizante encaminhadas ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) para serem distribuídas proporcionalmente entre os estados -a semana mais produtiva até o momento.

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, a Coronavac é processada e envasada pelo Instituto Butantan através de um acordo entre o governo de São Paulo com a empresa.

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Com a entrega das vacinas nesta sexta-feira, o total de unidades da Coronavac repassadas pelo governo de São Paulo ao Ministério da Saúde chega a 24,6 milhões. Os envios começaram em 17 de janeiro.


Segundo o governo de São Paulo, até o fim de abril o Instituto Butantan deve entregar 46 milhões de doses da vacina. Em agosto, o total deve chegar aos 100 milhões contratados pela pasta. Novos lotes do IFA (insumo farmacêutico ativo), a matéria prima para a vacina vinda da China, devem ser entregues até o fim de março ou início de abril, segundo o Butantan.


A vacinação contra a doença é uma das maiores prioridades do combate à pandemia em uma semana em que as mortes causadas pelo coronavírus atingiram recordes no país.


Somente o estado de São Paulo chegou a registrar 679 mortes em apenas um dia, e o colapso do sistema de saúde é iminente, na avaliação de especialistas. Para Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo, é possível que as mortes cheguem ao patamar de 700 por dia.


"Temos 17 mil novos casos da doença por dia e cerca de 600 novas mortes. Mais do que nunca, precisamos que a população reduza sua circulação, fique em casa, e quando precisar sair, que seja com responsabilidade", afirmou Gorinchteyn em entrevista coletiva durante a entrega do lote de vacinas, no Instituto Butantan.


O governador João Doria e o secretário de Saúde baixaram o tom com relação ao aumento das medidas de restrição de circulação de pessoas no estado.


Durante toda a semana, Doria e sua equipe deixaram em aberto a possibilidade de endurecer ainda mais as restrições para conter o avanço da doença. Segundo o governador, a decisão cabe ao Centro de Contingência da Covid-19, formado por 21 médicos e cientistas.


Gorinchteyn afirmou que os riscos de desabastecimento e outros problemas sociais causados por restrições mais intensas não justificam a adoção de tais medidas no momento. Como alternativa, o secretário defendeu regras mais duras de maneira pontual e regionalizada para conter o avanço do vírus.


Atualmente, o estado todo está na fase emergencial do Plano SP, que teve início na segunda-feira (15) e deve ir até o dia 30 de março. Mais dura que a etapa vermelha, a emergencial impõe um toque de recolher das 20h às 5h, entre outras restrições.
Segundo monitoramento do governo, a fase não foi suficiente para aumentar os índices de isolamento no estado. Na segunda-feira (15), primeiro dia da nova etapa, o isolamento médio no estado ficou em 42% –mesmo nível da segunda-feira anterior, quando todo o estado estava na fase vermelha, pouco menos restritiva que a emergencial.


Na quinta-feira (18), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou que vai antecipar alguns feriados como medida para diminuir a circulação na cidade. A ação gerou preocupação entre prefeitos de municípios do litoral, que temem um aumento no fluxo de pessoas na região.

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Doria disse que faltou bom senso de Covas por não ter alinhado sua decisão com os prefeitos de outras cidades antes de anunciá-la. O governador afirmou ainda que daria apoio aos prefeitos que decidirem por ampliar restrições em suas cidades durante o período.


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