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Câncer de pele pode ser evitado com medida simples

15 jan 2019 às 14:31

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) apontam o câncer de pele como o tipo de maior incidência entre os brasileiros, correspondendo a 33% dos diagnósticos de câncer. A cada ano, cerca de 180 mil novos casos são registrados em todo o país, colocando a comunidade médica e os órgãos do setor em alerta.


A cirurgiã plástica da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Andrea Oliveira, explica que fatores predisponentes como tipos de pele (mais claras e mais sensíveis); exposição solar (país tropical e de alta incidência de solaridade anual); agravantes como falta de proteção solar diária e de exames de rotina para câncer de pele são as principais causas de uma incidência alta e de diagnósticos de lesões mais avançadas.


A médica ressalta que a maioria dos casos de câncer de pele podem ser evitados com medidas simples de fotoproteção. "O uso de protetor solar é muito associado às atividades externas, principalmente ao lazer em praias e piscinas. No entanto, a exposição solar diária, durante as atividades rotineiras do dia a dia, como na locomoção a pé, no carro ou transporte coletivo, nas atividades de educação física e, especialmente, dos trabalhadores ao ar livre, é muito mais danosa à saúde da pele do que a exposição intencional.", afirma a especialista.


Ainda sobre o uso do protetor, a profissional afirma que, mesmo com o FPS (Fator de Proteção Solar) adequado, a exposição solar deve ser até as 10h da manhã e a partir das 16h; não se esquecendo da proteção adicional de chapéus e óculos com lentes adequadas. "Além disso, o protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas, ou após mergulhar no mar ou piscina. Aos atletas, existem protetores mais estáveis ao suor", conta.


A especialista alerta que o câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Desta forma, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Apenas um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar atento aos seguintes sintomas:


Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;


Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

Uma mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.


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