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Morte cerebral

Conscientização faria diminuir a fila por um órgão

Redação Bonde
10 jun 2009 às 15:10
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Os avanços da medicina diminuíram muito a mortalidade de quem recebe um órgão transplantado. Atualmente no Brasil, os índices de sobrevida após o transplante de fígado e o transplante simultâneo de rim e pâncreas são de aproximadamente 87% em um ano e de 73% em cinco anos. O refinamento das técnicas cirúrgicas e a presença de drogas imunossupressoras específicas reduziram a rejeição. Entretanto, a taxa de mortes ainda é alta entre as pessoas que esperam nas filas por um órgão, devido ao baixo número de doadores. Hoje, cerca de 70 mil pacientes estão na fila de espera, número que é crescente tanto aqui como no exterior.

Em 2007 foram realizados 6.843 transplantes de órgãos, ou seja, apenas 11,6% dos pacientes foram transplantados. No Paraná, foram realizados 1.314 transplantes no ano passado, sendo 924 transplantes de córnea e 390 transplantes de órgãos, o que inclui coração, fígado, rim e pâncreas. Destes, 224 foram órgãos provenientes de doadores vivos e somente 166 de doadores falecidos.

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"Furar a fila"

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As notícias de suspeita de que profissionais de saúde estariam favorecendo pacientes a "furar a fila" de transplantes contribuem para que o número de doadores caia ainda mais. De acordo com o cirurgião especialista em transplante multivisceral do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Eduardo Ramos, o número baixo de doadores é fruto da falta de informação da população.

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Falta informação


Segundo o especialista, quando há um paciente com morte cerebral na UTI, muitas vezes os familiares não fazem a doação dos órgãos por acreditarem que possa ter chance de recuperação, por questões religiosas, preconceito ou incerteza sobre a aprovação do paciente.

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A ordem da fila de espera é definida pela gravidade da doença; quanto mais grave, mais cedo o paciente deverá receber o órgão.


Para ser um doador

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Para ser doador, o indivíduo deve preencher em 100% os critérios de morte cerebral. No caso do transplante hepático, o doador deve ter a função hepática preservada, não ter doença transmissível, ser obeso ou usuário de drogas.


Alto risco

Também estão sendo estudadas formas de aceitar doadores naturalmente excluídos como, os de alto risco (usuários de drogas, pacientes com história de câncer ou com comportamento sexual de risco) – desde que o paciente esteja ciente dos perigos que isso pode representar, e doadores idosos e obesos, cujo fígado pode não funcionar ao ser transplantado no receptor. Esse tipo de órgão tem grandes chances de funcionar em pacientes jovens.


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