COREN divulga nota sobre enfermeira que morreu após 48h de parto humanizado
O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de São Paulo divulgou nota sobre a morte da enfermeira Mariana de Oliveira Fonseca Machado. Ela morreu aos 30 anos, na última terça-feira (21), após tentar fazer um parto humanizado em sua casa em São Carlos, interior de São Paulo.
Mariana era especialista em Saúde da Mulher e vice coordenadora do curso de enfermagem da UFSCAR. Ela contratou uma doula (parteira) e tentou por 48 horas dar à luz na tentativa de fazer um parto humanizado, mas não conseguiu, pois teria apresentado dificuldades e precisou ser levada para a Casa de Saúde e Maternidade de São Carlos, onde passou por uma cesariana. A criança, uma menina, nasceu saudável, no dia 11 de julho.
Segue trecho da nota do Coren:
"Entendemos que o caso requer análise minuciosa de todo o episódio, pois não se trata de culpabilizar a mulher ou profissionais, mas sim da análise de uma morte materna, número este que aumenta a cada dia em nosso país.
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O fato é que ainda estamos longe de entender o protagonismo da mulher no processo de parturição, ou seja, respeitar sua vontade e prover maior acesso de informações, associado às evidências científicas para que possa tomar a decisão segura.
O Grupo de Trabalho Saúde da Mulher - GTSM do COREN-SP acompanhará o caso, junto ao Comitê de Mortalidade Materna e Infantil da Região e ao laudo do Instituto Médico Legal, para posteriormente se pronunciar quantos aos eventos reais; e não concerne nesse momento conjecturas e distorções sobre o ocorrido.
Encerramos essa nota externando nossa solidariedade à família e dizemos que esta morte não foi em vão, visto que Mariana acreditava na mudança do modelo assistencial no País e compete a todos nós prosseguirmos com esta luta."