O dinheiro arrecadado com a "moda" do desafio do balde de gelo no ano passado já começou a gerar resultados promissores em pesquisa, segundo cientistas americanos.
A campanha, que estimulava pessoas a compartilharem vídeos do momento em que jogavam baldes de água gelada em si mesmas, tinha o objetivo de conseguir doações para a instituições de caridade ligadas a doenças do neurônio motor, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Nos Estados Unidos, a ALS Association – que representa pessoas com ELA e outros tipos de doenças do neurônio motor – recebeu US$ 115 milhões (cerca de RS 390 milhões) em doações de agosto a setembro de 2014, quando o desafio esteve no auge.
Um estudo divulgado na semana passada na publicação científica Science explica problemas em uma proteína disfuncional presente em pacientes com ELA, um mistério que pesquisadores da Universidade Johns Hopkins vêm tentando desvendar há décadas.
Eles dizem que os novos resultados – obtidos após testes em ratos – foram possíveis graças a fundos que receberam da ALS Association após o desafio.
A pesquisa, no entanto, ainda precisa ser expandida antes de trazer conclusões definitivas.
"Com sorte, isso pode levar à possibilidade de cura ou pelo menos desacelerar essa terrível doença", disse o autor do estudo Jonathan Ling, em um vídeo explicando a pesquisa no YouTube.
A ALS Association disse que o dinheiro ajudou a triplicar seu gasto com investimento em pesquisa por ano e, há alguns meses, anunciou que concederia US$ 11 milhões em bolsas para pesquisas sobre a doença.
(com informações dos site BBC)