Mais de 40 mulheres do Centro de Regime Semiaberto Feminino de Curitiba participaram de palestras sobre drogas, sexualidade e planejamento familiar durante esta quinta-feira (26). Elas também fizeram testes rápidos de HIV, sífilis, hepatite B e C, tuberculose e hanseníase, além de antropometria (peso, altura, circunferência abdominal, pressão arterial).
As ações integraram o Mutirão da Saúde e Prevenção, destinado, principalmente, detentas entre 18 e 26 anos. A intenção é abranger mais de mil presas do sistema penitenciário estadual. O Mutirão é uma parceria do Governo Estadual, por meio do Departamento de Execução Penal no Paraná e d e do Departamento Estadual de Políticas sobre Drogas, com apoio da Secretaria de Estadual da Saúde e da Secretaria da Saúde de Curitiba.
"O Paraná tem avançado no tratamento penal das mulheres, assim como os eixos do trabalho e da educação. Uma das estratégias é esse mutirão", explica" a agente penitenciária e coordenadora do mutirão, Renata Torres.
Ações de saúde vão se estender para unidades prisionais de todo o Estado, nos próximos meses, em cronograma que está sendo definido. A próxima edição deve ser no Centro de Reintegração Social Feminina de Foz do Iguaçu, onde há, aproximadamente, 250 detentas.
CAMPOS GERAIS - Na última semana, um serviço similar foi ofertado para 40 mulheres e 100 homens da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (região dos Campos Gerais), em conjunto com a unidade regional da Secretaria de Estado da Saúde. Durante o ano de 2014, o mutirão já havia passado pelo Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
"A mulher detenta já tem um histórico de vulnerabilidade e o encarceramento pode aumentar chances de infecção. Caso o teste dê positivo, ela é encaminhada ao Complexo Médico-Penal para o tratamento" informa a coordenadora do mutirão. Para uma das detentas da unidade, que cumpre pena por tráfico de drogas, esse passo é importante. "Muitas meninas não têm conhecimento das doenças, então a iniciativa é muito boa. Mais importante que o resultado é o tratamento", disse ela.
DEPENDÊNCIA QUÍMICA - Nessa edição realizada no Craf, foi a primeira vez que o mutirão contou com uma palestra sobre dependência química, ministrada pela coordenadora do Departamento de Políticas sobre Drogas, Rosane Neumann. "A prevenção é um fator muito importante. Sempre procuramos parcerias, como com universidades e profissionais de saúde, para orientação das mulheres da unidade", acrescentou a diretora do Centro de Regime Semiaberto Feminino de Curitiba, Catarina Lara.
O Mutirão da Prevenção é uma parceria do Departamento de Execução Penal no Paraná e do Departamento Estadual de Políticas sobre Drogas, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. É um primeiro passo para a imunização contra o HPV. Isso porque o Ministério da Saúde elencou o sistema prisional como eixo estratégico da Campanha Nacional de Imunização contra a doença.
AUTOESTIMA – Ainda nesta quinta-feira, voluntários promoveram um mutirão da beleza com as mulheres do Craf, com ações como corte de cabelo e escova.