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Dor neuropática deve ser tratada por equipe médica especializada

Redação Bonde
13 mar 2015 às 14:58

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A dor neuropática normalmente evolui de forma crônica e progressiva. Ela pode ter diversas apresentações como choque, queimação, coceira e formigamento. Pode ser desencadeada por um simples toque e a mudança do tempo pode ser o suficiente para piorar a dor. Não é raro ela ser acompanhada por alteração da coloração da pele, da sudorese, dos pelos e de alterações motoras.

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A dor neuropática pode ter várias causas, entre elas: dor ciática, neuralgia pós-herpética (que pode ocorrer após manifestação do vírus herpes zoster), neuropatia diabética dolorosa, neuralgia do trigêmio, dor fantasma após amputação, dor central (após AVC), após lesão da medula espinhal, pós-operatórias e, também, pode estar presente nas dores oncológicas.


Estima-se que sua prevalência seja de 7 a 8% porém, se avaliarmos cada condição específica, encontramos prevalências variadas como na neuralgia pós herpética, que constitui uma das causas mais frequentes de dor crônica no idoso.


Devemos destacar o grande impacto que a dor neuropática tem na qualidade de vida do paciente. Estudos mostram que esse prejuízo abrange as relações pessoais, questões relacionadas ao trabalho, transtornos do sono, expectativas sobre o tratamento e saúde mental.


Tratamento


O tratamento da dor neuropática, devido a sua complexidade, é um desafio. O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo uma equipe médica especializada, exercícios físicos orientados e acompanhamento psicológico. O paciente deve ser bem diagnosticado e o tratamento médico envolve desde terapia medicamentosa, intervenções minimamente invasivas até procedimentos cirúrgicos.


Tratamento com medicações


As medicações recomendadas para o tratamento são apropriadas para o uso crônico e fazem parte desta classe os anticonvulsivantes, antidepressivos e os opióides. Dentre as opções de tratamento temos a medicina intervencionista da dor, que é a disciplina médica voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas à dor. Esses procedimentos estão indicados quando não ocorre alívio satisfatório da dor com o tratamento farmacológico, ou quando os efeitos colaterais das medicações impedem o uso das mesmas.

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(Com informações Centro integrado da dor)


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